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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Comemorações idas e mui bem vindas

Se a sua motivação for pura, o universo terá sempre algo lindo a sua espera!
Mais que nunca isso se faz verdade. Foi até rápido demais.
Acho que o universo estava com pressa!

A vida e suas loucuras... deixe-se levar pela onda, sem resistência.
E foi assim mesmo.

Lancei o Glossário sem grandes pretensões.
Esperava o reconhecimento de algumas colegas, claro, até porque não faria sentido se assim não fosse. Mas quando resolvi disponibiliza-lo gratuitamente, pensei apenas na remota possibilidade de finalmente começar a resolver um problema que há mais de uma década me incomoda dentro da dança do ventre: a tal nomenclatura, falarmos a mesma língua, ...

A dança já me deu tanto, agora era a minha vez de dar algo `a dança.

Desapegar.
Dividir.
Unir.

E abri então a página dos meus caderninhos ...
(mas não todas hein, ahammm! rs...)


Em troca de todo este trabalho e os tais anos de pesquisa que ele contém, eu sonhava muito com a aceitação e nunca pensei no retorno financeiro.

Aceitação porque é fruto de pesquisa, resultado de interatividade com outras profissionais.
Aceitação porque tem qualidade, porque tem bom senso.

E achei que levariam anos para que este trabalho fosse de alguma forma reconhecido.

A primeira GRANDE surpresa veio no dia do lançamento da capa na internet, revelando um pouco do que estava por vir. O número de comentários, emails, mensagens no FB, etc... beirou o assustador! Percebi que as bailarinas estavam mais interessadas no tema do que eu imaginava. E em menos de 3 minutos (!) começaram a surgir as propostas de parcerias...

A surpresa MASTER veio no dia do lançamento on-line, 05 de abril no Shangrila House, numa intimista celebração. As 22:35 o site da parceira Shimmie (a sua revista de DV!) saiu do ar, esgotou a capacidade de downloads. O meu não ficou atrás! No dia seguinte, de manhã, também congestionou.
Muito legal  ;)


E como a abundância chega para quem doa com amor...

Ainda finalizamos esta história com a editora Kaledoscópio, editando o Glossário!!

Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii   
;)

Sim, com o patrocínio da revista Shimmie, o Glossário agora será impresso, distribuído gratuitamente para os assinantes da revista e também vendido a um custo super acessível: R$15,00 - e por conta da parceria, você ainda ganha uma edição numero 01 da Shimmie.


(Só falta vir com um pudim junto, né? kkkkkkkkkkkk)


A previsão é de dia 27 eles estarem fresquinhos na minha mão...
e aí no dia 28 estarão a venda no site, claro!
Detalhe: ele está com nova diagramação, foi todo arrumado, está lindooooo!

Quer mais? TOME!!!!

Festa de lançamento no Rio de Janeiro, 6ª feira 4 de maio

Uma grande confraternização em prol da UNIÃO na DANÇA.
Presença confirmada de bailarinas que construíram a história desta arte no Rio de Janeiro e show com as  bailarinas atuais de maior destaque no cenário carioca. Imperdível.
Aberto ao público.


RESTAURANTE ARÁBIA SAUDITA
Reservas: (21) 2232-5315 
Rua do Riachuelo 221 loja H

Quer mais? TOME DE NOVO!!!!

Festa de lançamento em São Paulo, 19 de maio. 
Em Aracaju, SE sendo agendada...
Informações em breve!

Por hoje... chega!
E também deu pra entender porque eu ando meio sumida, né?
Vejo vocês!

Bjks,
Suh


:)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Download seu Glossário da Dança do Ventre

Nasceu!!

Glossário da Dança do Ventre
- A nomenclatura para esta arte milenar -


Baixe o seu e-book gratuitamente clicando na imagem abaixo



Você também pode fazer o download pelos sites:

- da madrinha Lulu from Brazil
(clique aqui)

ou

- da super apoiadora Revista Shimmie
(clique aqui)



COMPARTILHE !!!


DIVULGUE ESSE TRABALHO !!!






;)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Amanhã QUINTA! Lançamento do Glossário

Após o anúncio público no Facebook semana passada - que JURO eu não esperava tamanho alvoroço - sobre o lançamento deste trabalho baseado em esforço entusiástico e muita dedicação,
já não bastava ter ganho uma madrinha de peso - e seu lindo artigo no blog sobre o Glossário - que ganhei também o super apoio da melhor revista que temos no mercado:
A Shimmie, claro!

Ajudada por estas "peso-pesado" da dança do ventre, vamos então celebrar juntas o nascimento deste "filho". Quando?

Amanhã!!

Sim, a bailarinada andou demonstrando que curtiu e aprovou a ideia...
andam pedindo logo pelo Glossário!!

Chega de esperar!
Querem que ele seja disponibilizado? Vocês mandam... !!

Tá ai!!



Apareça para celebrar com a gente!


;)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Glossário da Dança do Ventre - A nomenclatura técnica para esta arte milenar



Foram ANOS de estudo e pesquisa em diversas regiões e até países distintos, muita conversa entre colegas professoras, muitas adaptações e traduções e muito esforço entusiástico até chegar a este resultado...

Espero poder contribuir de forma positiva com esta arte a qual dediquei minha vida!

É para você bailarina, professora ou estudante, amadora ou profissional, que abro as páginas deste trabalho com toda minha dedicação. Espero que assim você também o receba: com mente e coração abertos.

Dentro de alguns dias, você poderá baixar gratuitamente todo este conteúdo, com prefácio da mestra Lulu Brasil e junto participar de algumas celebrações deste lançamento que já estão sendo agendadas.


GLOSSÁRIO DA DANÇA DO VENTRE 
                                      - A nomenclatura técnica para esta arte milenar -











Por favor compartilhe esta informação! 
Esta obra têm o intuito único de nos unir numa mesma linguagem.


"...com toda minha paixão,
meu tempo e
meu suor
pra quem ama como eu."


Suheil



*Trabalho registrado no Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional - 

Escritório de direitos autorais.






;)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Estrutura de uma aula acadêmica para Dança do Ventre

Método Acadêmico Suheil Dança do Ventre

A Estrutura de uma aula acadêmica para Dança do Ventre

- trecho extraído do livro da bailarina -

Quando decidimos fazer uma aula de ballet aqui no Brasil, em Nova Yorque ou na Rússia, tão certa quanto você deve usar sapatilha e coque, você sabe de uma forma atrevidamente certeira, o que irá enfrentar pela frente e as suas possíveis variações:
- O alongamento, que pode ser feito no centro ou na barra.
- Exercícios de repetição na barra : provavelmente uma sequência de pliés, depois outra de tendus, seguida de outra de degagés jetés, depois os frapés, os ronds de jambs par terre e os en lair, grand battemants, adaggio e finalmente os exercícios para trabalhar a abertura, sur la barre. Perdoem por favor meu francês quase analfabeto.
- Vamos ao centro e o começo será repetido de forma mais criativa e sem a barra para nos ajudar. Vamos então para os pequenos saltos, os allegros, os giros, adaggios agora também sem ajuda da barra...
- E seguimos pela diagonal com as valsas, os grandes saltos, os deboullés,...
- e por fim... uma reverense... e aplauso. Muito aplauso. Para o mestre e para nós, que saímos vivas de mais uma aula de ballet clássico.

É claro que você vai encontrar diferenças não apenas de uma escola para outra, de um professor para outro e também se o método aplicado for o russo Vaganova ou o inglês Royal o italiano ou outro ainda... mas mesmo com as diferenças e a criatividade aplicada pelo professor, existe uma base sólida na estrutura de aula que deve ser seguida. Por que? Muito simples: porquê funciona!

Anos se passaram e assim é constituída até hoje uma aula de ballet. Passam os anos, as dificuldades técnicas aumentam, o trabalho corporal evolui. A dança até moderniza-se. E a estrutura da aula continua a mesma. Sabe aquele ditado "Não se mexe em time que está ganhando"? Quem se atreve a questionar a funcionabilidade da estrutura de uma aula de ballet? Ninguém se atreve. Pode-se questionar a rigidez, a didática, o uso de piano ou do play back, assim como o carisma do professor. Mas que o método de ensino funciona, não há questionamento. E talvez por isso também, entre outras razões, o ballet é tido como uma dança acadêmica.

Estruturando uma aula de dança do ventre no formato acadêmico

Com o uso do "Guia didático" (do método acadêmico aqui proposto), que nos direciona no nível técnico a ser aplicado e nos passos a serem lecionados, basta apenas um redirecionamento para mudar todo o formato de uma aula de dança do Ventre.

Começamos com "Aquecimento e Alongamento". Músicas boas de serem ouvidas, sempre variadas, acordam nosso corpo para avisá-lo que um trabalho ali se inicia. A proposta aqui é conscientização.
Com uma sequência fácil porém abrangente, o importante aqui é variar pouco no floreio dos movimentos, para que a atenção esteja voltada para o trabalho que acontece no corpo e as sensações percebam a música. Pense: se for necessária uma visualização contínua para poder copiar o movimento, sua consciência não estará voltada para o seu corpo.

Os "Exercícios técnicos" servem para desenvolver, separadamente, a técnica individual de cada movimento. Através do estudo da anatomia deste movimento e de sua repetição consciente e ritmada, variando apenas na aceleração, é possível desenvolver e aperfeiçoar cada movimento.
Aqui serão estudados individualmente, basicamente os movimentos dos grupos Enérgicos e Ondulatórios. Pela característica natural dos movimentos, os dos grupos Deslocamentos e Giros, serão vistos no centro e nas diagonais.
Eles devem ser trabalhados na barra, com uso de contagem nos compassos de oito tempos, já iniciando a assimilação de lateralidade, ora começando pela direita, ora pela esquerda. Postura corporal e de braços é intensamente exigida. Como variação de aula, os exercícios técnicos podem ser trabalhados também de frente ao espelho.

Os "Exercícios de fortalecimento" irão preparar o nosso corpo, no sentido de condicionar os músculos e os tendões para as atividades corporais que serão desenvolvidas. Um exemplo: não se adquire uma meia ponta alta de um dia para o outro. Será necessário desenvolver os músculos do "peito do pé" e do tornozelo, para que estes possam te sustentar lá em cima, naturalmente, sem você precisar fazer força para isso. Assim como sua postura só ficará ereta sem esforço, se o seu abdômen for forte. Existe um processo para que você desenvolva a técnica dos movimentos e nele os exercícios de fortalecimento são fundamentais.
Utilizamos aqui técnicas específicas, como os exercícios do método Shahrazad, exercícios clássicos abdominais e para a lombar, por sua vez maquiados. Normalmente não é uma parte da aula muito admirada pelas alunas. Cabe então a utilização de músicas empolgantes e outros recursos de incentivo. Pode-se aproveitar por exemplo, para contar sobre as curiosidades que envolvem a cultura da dança, transformando este momento também em um instante cultural.

As "Combinações técnicas" são essenciais para o início do desenvolvimento da memorização das sequências, algo fundamental quando falamos em dança. Memorizar sequências é no mínimo, fundamental. Básico. Óbvio. Utilizando-se da contagem dentro dos compassos musicais, agregam-se alguns dos movimentos trabalhados nos exercícios técnicos, em pequenas combinações coreográficas. Essas combinações também começam ora pela direita ora pela esquerda, trabalhando a lateralidade e desenvolvendo a coordenação motora.
Principalmente nas combinações com os movimentos ondulatórios, se faz necessário que além da contagem musical, se estabeleçam conceitos de união dos movimentos baseados na leitura musical. Por exemplo: enquanto em um solo de percussão a pausa entre as batidas é presente e marcada facilitando a contagem e distinguindo os movimentos, em músicas mais melodiosas, típicas para os movimentos ondulatórios, essas pausas são discretas ou até inexistentes, proporcionando uma ligação nos movimentos, onde por vezes não se percebe aonde começou um e terminou o outro.
As combinações técnicas criam uma espécie de "arquivo de memória corporal". Em função disto, muitas vezes transformadas num repertório pessoal de sequências, uma vez embelezadas, serão posteriormente utilizadas para dançar também, e principalmente, de improviso.

Os "Giros e deslocamentos" fazem parte do que chamamos "aula no centro" ou seja, sem o auxílio da barra. Para que os giros possam ser desenvolvidos de forma correta para permitir um aumento gradativo de sua dificuldade, eles precisam ser aprendidos dentro da técnica clássica do ballet. Sem tirar nem pôr nos conceitos de eixo, "bater a cabeça", postura, braços, alavancas... Por quê? Pense: quem aprende a girar a ponto de fazer 32 fouettés em cima de uma sapatilha de ponta (traduzindo: 32 giros seguidos, sem parar, sobre uma única perna, do tipo mais difícil que possa existir, equilibrada numa pequena base de gesso espremendo a ponta de seus pés!) aprende a girar de qualquer forma. Para que reinventar a roda?
Para os deslocamentos, serão utilizados aqui os conceitos espaciais acadêmicos da Escola Russa Vaganova. O espaço cênico se divide em 8 pontos cardeais básicos, numerados de 1 até 8. Suas subdivisões incluem a letra a, exemplo:3, 3a, 4, 4a... Desta forma devem proceder os deslocamentos. Utilizando-se do espaço da sala de aula, são desenvolvidas as técnicas destes movimentos, atentos as posições espaciais, separadamente ou em forma de sequências e combinações técnicas.
As "Combinações Avançadas" assim como as "Combinações técnicas" são essenciais para o desenvolvimento da memorização. Possuem um caráter quase coreográfico. Utilizando-se da contagem dentro dos compassos musicais, aliada a leitura musical, unem-se movimentos trabalhados nos exercícios técnicos e nas pequenas combinações, somados aos deslocamentos e aos giros. Essas combinações também começam ora pela direita ora pela esquerda, trabalhando a lateralidade e desenvolvendo a coordenação motora. Deve-se aqui explorar a espacialidade, usando como aliado os pontos cardeais diagonais e frontais individuais e do espaço.
Momento propício do aprendizado para se praticar entradas e saídas de cena, seja para a entrada de outros grupos de alunas (o famoso "sair pela frente, correr as laterais e entrar por trás") ou para treino de posicionamento em cena.
Aqui deve ser explorada paralelamente `a contagem, uma visão didática de leitura musical. Estudar a composição musical e entender o porquê dos movimentos que ali se encaixam ou não. Momento propício para o estudo de composições clássicas em trechos, agregar o folclore e unir toda a técnica.

As "Diagonais" funcionam entre outros, como o maior percurso possível dentro de um espaço. Isso é geometria. Matemática. Pode-se então explorar o espaço em sua maior amplitude.
É o momento de fato de dançar. Usar de combinações coreográficas com a união de todas as técnicas, aliadas as combinações dos pontos referenciais de espaço - como os planos, as linhas e os pontos cardeais - fazendo uso de toda a cena, ocupando espacialmente todo o ambiente.
Os lados direita e esquerda são aqui trabalhados individualmente, na entrada, execução (que trabalha ambos) e saída.


O "Bailado" como o nome já diz, é o momento de trabalhar principalmente a interpretação. O bailado existiu na diagonal também, mas por sua dificuldade técnica, dificilmente houve emoção. Existe quem defenda que sorrir no palco e interpretar alegria seja a mesma coisa. Não concordo com a postura de mostrar os dentes feito boneca de cera para parecer que está sorrindo e confortável no palco!
Interpretar é aprender a sentir a música, apurar os ouvidos para que eles possam da mesma forma que levam os movimentos ao seu corpo, levar os sentimentos para as suas feições, para sua respiração, para os seus poros. Interpretar é com o corpo todo, não só com o rosto.
Então este é o momento de trabalhar improvisações sobre uma música favorita ou ao menos conhecida, imitar o professor ou bailarinas familiares dançando, usar de pantomima e de diversas outras técnicas que desenvolvam essencialmente, a interpretação.

Depois de tudo isso... alongar e relaxar. Compensar os músculos, compensar a curvatura da coluna de acordo com o trabalho desenvolvido. Relaxar é a palavra. Voltar os batimentos cardíacos para um local tranquilo. Uma música suave é muito bem vinda para sinalizar ao corpo e a mente que o trabalho corporal está chegando ao fim.

Uma "Reverense" é sempre calma e como o nome já diz, uma reverência ou um cumprimento, como agradecimento a mestra, ao público e a tudo o mais, anunciando a sua partida. Todo movimento deve ser ensaiado para ser elegante, e a reverência não fica de fora! Ela faz parte da prática diária.

E ao término, o agradecimento se demonstra em aplausos. Aplausos para a professora, aplausos para a aluna, aplausos para o conhecimento adquirido, aplauso pelo esforço e pela conquista. E também porque aplaudir também se aprende. Se você não aplaude, como espera ser aplaudida?

(...)
Alguns dos diferenciais fundamentais deste método, são a contagem e a preparação musical. Elas estão presentes em todos os momentos.
A preparação típica de quatro ou oito tempos musicais da dança clássica, é respeitada em todos os exercícios, desde o alongamento, passando pelo estudo das técnicas, até o término do aula. Como em qualquer aula de ballet (e quase nenhuma de dança do ventre), o movimento a ser executado é primeiro minuciosamente aprendido individualmente. Depois de estudado, é colocado numa contagem musical, encaixado numa sequência lógica para ser memorizado e só depois executado. Uma vez para cada lado. E respire antes de começar. Prepare-se, concentre-se.


O importante aqui é entender que o processo é desenvolver a consciência do movimento, para poder executá-lo corretamente.

Memorizado, o movimento é executado com maior atenção e consciência. Repetido, ele é alcançado tecnicamente. Executado tecnicamente com tranquilidade, ele consegue desenvolver estilo e deixa de ser imitado. Fluído naturalmente, o movimento é sentido; e só assim pode ser interpretado.

E isso é, honestamente, aprender a dançar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O surgimento de um Método Acadêmico para Dança do Ventre

Método Acadêmico Suheil Dança do Ventre

O surgimento de um Método Acadêmico para Dança do Ventre


- texto retirado do livro da bailarina -

...

Como acredito, pude provar nestas dezenas de paginas escritas com todo o meu amor, sim, sou uma admiradora da dança do ventre. Uma apaixonada por esta arte. Uma fãn. Em verdade, uma completa adicta. Até entrei em uma dessas comunidades de sites de relacionamento, entitulada “Fanáticas por dança do ventre”. Não poderia ficar de fora! Mas amar muito alguma coisa as vezes pode ser um problema.

Por mais maravilhosa que tivesse sido para mim minha mestra Shahrazad com todos os seus fantásticos exercícios e outras professoras que eu viria a conhecer depois, cada uma com seus conceitos e seus benefícios, suas técnicas e seus métodos próprios, muitos deles com resultados incríveis, ainda faltava alguma coisa. Dentro das aulas, algo ainda não me satisfazia. Faltava uma linha de aprendizado. Faltava didática, método. Faltava aprimoramento técnico. Faltava principalmente uma evolução consciente dos movimentos.
E então quando estava na sala de aula de ballet, estudando... foi que me dei conta. Agora parecia muito claro. Como um estalo. Assim como as danças clássicas acadêmicas possuem uma metodologia que nos garante um aprendizado pleno e de qualidade atestada, era nescessário didatizar, “metodologizar”, academizar a dança do ventre!!! Uma semente era plantada aqui.

Começou então um processo de busca que envolveria nomenclatura, das mais utilizadas popularmente `aquelas usadas internacionalmente, incluindo a criação de alguns nomes, normalmente descritivos, que se fizeram nescessários.
Como fazer tal e como fazer qual técnica? A didática deveria ser de acordo com a tradição, mas incluir cinesiologia, biomecânica, anatomia do movimento... e isso levou a um profundo estudo de todos os movimentos encontrados na dança. Após catalogá-los, é claro!
Nescessária é a organização para o estudo aprofundado de algo. Feita então, uma apurada divisão dos movimentos em grupos de acordo com a parte do corpo a que se referem e seu respectivo grau de dificuldade. E qual ou quais passos derivam de determinado um, e quais passos derivam de outros. E assim por diante.

E então agregou-se o ballet. Sim, o ballet clássico, pai de todas as danças, como dizem do piano, o pai de todos os instrumentos. Quando se olha com foco para a linguagem universal da dança, sejamos francos (!) : pliet é pliet em qualquer lugar do mundo. Assim como relevet, pivot, developet e diversos outros nomes utilizados para determinados movimentos do corpo na dança, que são chamados assim desde que a dança é dança, ou pelo menos, é dança acadêmica.
E assim posso dizer também sobre os braços. Uma quinta posição de braços é igual no método italiano, francês ou russo. Cada uma com seu detalhe, seu estilo próprio, claro, mas grite em uma sala de dança “5ª posição” e me diga se imediatamente qualquer nacionalidade de bailarino não vai levantar seus braços em arco sobre a cabeça.
Foram agregados o ballet e sua nomeclatura também. Adaptados é claro, `a realidade da dança do ventre. Um passet jamais seria endehors com uma roupinha de odalisca, certo? Usando o bom senso, é muito fácil entender as adaptações naturais que estes determinados passos sofreram ao migrar do ballet para a dança do ventre.

E aí então, como numa receita de bolo riquíssima, em que nada pode faltar ou sobrar, agregaram- se as danças folclóricas, as danças modernas, as fusões... Assim como o uso como auxílio psicoterapêutico que se faz da dança (e o tão polêmico arquétipo das deusas). Não poderia deixar de fora também, a história da própria dança, a história da dança do ventre e uma certa cultura mínima da dança em geral (afinal, quero academizá-la, não é?). Conhecimento é a palavra. Estudo é o adubo.

Brotou daí o Método Acadêmico Suheil Dança do Ventre. No começo eram papéis cheios de anotações e fórmulas quase que secretas para ensinar esta tão maravilhosa dança, de forma a permitir que as alunas absorvessem todos os benefícios da prática e ainda tivessem em mãos um curso valorizado, que lhes permitisse no futuro, também poder exercer uma profissão artística com qualidade e dignidade.

Nescessário também, que as profissionais se comunicassem com a mesma linguagem e os mesmos padrões de avaliação, ou seja, primeiro ano em uma escola não pode ser terceiro em outra e assim por diante, de acordo com o exclusivo interesse comercial.
Surge então, o "Guia didático". Com ele, foram divididos em cinco diferentes níveis, ou cinco períodos, todas as informações e todo o conteúdo prático do curso. Você sabe desde o início o que vai aprender, quando e porquê!

A aplicação do método já acontecia em academias, nas aulas de dança do ventre. Difícil na época uma escola especializada como as que existem hoje. E incrivelmente as aulas de dança começaram a lotar! As aulas de dança do ventre passaram a ser dinâmicas. Mais que isso: aula de dança do ventre passou a ser também cultural. Passou a ser técnica. Passou a ser divertida. Passou até a ser rentável! Fui aconselhada então a abrir uma escola.

Começar uma escola própria com diversas alunas não foi difícil. Começar com turmas técnicamente divididas e que já estavam acostumadas a “mudar de nível” conforme o aprendizado e não conforme o tempo de dança, também foi a etapa fácil. Era nescessário agora apenas praticar o método e a didática desenvolvidos. E aplicá-los significava usá-los, testá-los, não apenas nas alunas que já estavam neste fluxo, mas principalmente a mim mesma, em colocar regras e ditar o quê e aonde, principalmente a mim mesma, pois não poderia deixar a essência da dança se perder em meio a tanta rigidez e disciplina. Esta foi a tarefa mais difícil...
Temí. Pensei. Uma escola com um método acadêmico, diferenciado. Mas como saber se ele funciona? Como saber se estas “bailarinas do ventre” seriam mesmo diferenciadas? Como a arrogância de achar que este seria diferenciado... porquê? Seria nescessário então olhar para a plantação, como quem olha mesmo para um fruto... a saber se é bom ou não. Simples assim.

Fui atrás de bailarinas clássicas que pudessem servir de examinadoras destas minhas alunas (e das de outras professoras que já usavam o método). Montamos uma banca com três profissionais reconhecidas (faculdade de dança, diploma de ballet, etc...) e então aplicamos exames que começaram como anuais, que promoviam a aluna para uma outra turma, um nível superior. Para ser aprovada o rendimento mínimo da aluna, assim como sua frequência em aula, deve ser acima de 70 por cento.
Este exames consistiam em movimentos técnicos, combinações, diagonais (e tudo o mais que requer um exame acadêmico), além de leitura musical, postura, coreografia e improvisação (tido por muitos como essência desta dança). Se a aluna viesse de outra escola, poderia começar a frequentar as aulas, mas seria submetida a um exame oficial para poder permanecer em qualquer turma acima da iniciante. Foi incrível o resultado técnico atingido com esta implantação. A seriedade com que as alunas frequentavam e encaravam o curso, já não era mais a mesma. Que bom.

Começou a prática real do método! Turmas começaram a usar a metodologia e as salas foram ficando mais cheias. Os comentários inevitáveis apelidados de “amigos do ego”, cada vez citavam motivos diferentes de porquê daquela forma aprendiam e de outra não. E isso foi crescendo. As primeiras alunas foram se apresentando e com elas inúmeros troféus conquistados em festivais foram se somando nas prateleiras.
Em outras cidades, professoras chegaram com a novidade. Suas salas encheram. Ninguém rouba aluna de ninguém. Mas é incrível como todas as alunas têm em comum, a busca por um curso aonde se aprenda... E as alunas foram optando. Pelo curso didático, acadêmico,...
As alunas das turmas infantis, com sua metodologia apropriada e também adaptada para que as meninas não desenvolvam prematuramente o lado sexual e sim aprendam a valorizar mais o seu próprio corpo, as duzias mostravam a cada dia, que a dança pode fazer desabrochar o feminino com delicadesa e muita disciplina. E que criança pode sim dançar a dança do ventre como criança. E ser assim vista, dançando como criança.

Alunas que entraram no início do curso foram passando de ano, ano após ano. Algumas depois estagiaram para se tornarem professoras da escola, daí começaram a dar aulas como trainees para depois serem oficializadas professoras. Exatamente como nas escolas acadêmicas de ballet. Com o tempo, outras professoras que vinham de outras escolas com outros métodos, começaram a aparecer. No início para fazer aula nas turmas mais avançadas ou apenas para se atualizar. Outras, pedindo claramente para aprender uma forma de ensinar. Curioso não? Mas é mesmo nescessário aprender a ensinar. “Nem todos nascem com o dom” seria uma frase tão ruim assim neste caso? Sabe aquela história da exelente bailarina que não sabia dar aulas?
E assim surgiu o “Curso de Formação para Professoras de Dança do Ventre” – Metodologia acadêmica Suheil Dança do Ventre. Primeiro para minha própria escola, e como quem vê um sonho se tornando realidade, depois para outras escolas, em outras cidades, outras capitais,... rompendo as fronteiras.

O êxtase dos 10 anos de aplicação prática do método foi, para mim ver diversas alunas circulando entre oito professoras diferentes dentro da mesma escola, estivessem repondo aulas ou experimentando estilos diversos, acelerando o aprendizado, mudando de turma... não importa! Mas com todas estas ímpares bailarinas e professoras de estilo próprio, que utilizando-se apenas deste método academicamente, conseguiram que as alunas não se perdessem no conteúdo das aulas, conseguissem se comunicar através de uma mesma nomenclatura e fluir de uma sala para outra, de uma professora para outra, de um nível para outro, evoluindo sempre de forma visível até para os mais leigos. Na ponta da língua a delicada sabedoria feminina também se apresenta. Quando questionadas sobre cultura ou pressionadas pelo preconceito alheio, estas alunas souberam com muita didática expôr seus conhecimentos e elevar o nível desta arte tão rica. Assim como as bailarinas de verdade. Aquelas que conhecí, admirei, amei, respeitei... e viví desde a minha infância.

O Batismo. Quando eu comecei a dançar, o ritual do batismo era mais que mágico. Era esperado. Era uma dádiva. Na verdade mesmo era uma forma de nós ocidentais sermos aceitas pelas comunidades árabes e vizinhas quando dançando em suas festas, um dos únicos trabalhos na década de 80 para quem queria ser bailarina de dança do ventre. Mas isso era abafado pelo misticismo. A mestra lhe escolher um nome, algo com significado – que para a cultura deles é ordinária e para a nossa não usual – principalmente se relativo a sua personalidade ou a sua dança, era uma honra. Tanto que carrego o meu até hoje.
Hoje é indiferente para muitas escolas, bailarinas que se auto nomeam ou simplesmente o nome de dança ser um “nome artístico” no seu DRT. Mas não para muitas das mulheres que ainda carregam um toque de magia em tudo o que fazem. Ou que estão precisando fazer isso! A dança para muitas mulheres é apenas um momento de prazer entre tantas atividades diárias frustrantes. Esse momento precisa ser mágico.
Nesta proposta acadêmica, o batismo opcional acontece ao término de terceiro ano de curso. Embora ainda tenha pela frente no mínimo mais dois anos de estudo, com este tempo a aluna já está hábil a dançar, a apresentar-se publicamente, e por conta própria, respeitando a ética e os valores aprendidos. Como um ritual que diz a aluna: “daqui pra frente você não precisa mais ficar apenas nas apresentações das festas da escola...”, ou algo parecido. “Mas continua estudando. Porquê não acabou”. É importante a segurança de que já se sabe algo, de que se chegou em algum lugar, de uma estrela no peito. Para motivar a terrível descoberta que vem a seguir: que o aprendizado não acaba nunca. Como quando calcei minhas primeiras sapatilhas de ponta.

Estava implantado o método. Os frutos nasceram saudáveis. Mais que isso, os frutos são especialmente ricos. Raízes fortes crescem. Sementes férteis se multiplicam.

Hoje o método está presente em diversas escolas de diversas cidades em alguns estados e até mais, países! Será que posso falar em gerações? Alunas das alunas que foram alunas de Suheil. Que bênção!

Conheça algumas delas:

Shobam El Suheil (Representante em Brasília, DF),
Mahayla El Suheil (Representante em Aracaju, SE),
Julieta Camargo (Representante em Florianópolis,SC),
Jalilah El Suheil (Representante no Litoral Norte e Vale do Paraíba, SP),
Laialy Sahira, Aziza El Suheil, Samra El Suheil (Representantes em Ubatuba, SP),
Hafsa Farah (Representante em Caraguatatuba, SP),
Amara Zahira (Representante em Campinas, SP),
Rajaa Rafiq (Representante em Rio Claro e São Pedro, SP),
Nar El Suheil (Representante Austrália),
Aysel El Suheil (Representante em Madrid, Espanha)

e ainda...
Safi El Suheil, Kamra El Suheil, Najwah El Suheil, Mushtaree Maia, Shayna Sabbat, Samina Amal, Lina Kahina, Amira Zambak, Fahima Hayal, Warda, Nadima Ardah, Badi’a El Suheil, Shala Sharifa, Farhannah El Suheil, Dahab Perizad, Lyinaa Kareemah, Nyla Nefer, Sahira Sadiyah, Rayzel Hadiyah, Najma Khawala, Alika Mahaila, Khadija Hallemah, Samia Muneerah, Tahia Fathin e Layla Saide, entre outras.

Obrigada a todas vocês por acreditarem e confiarem em meu trabalho.

...

Assista ao vídeo promocional do novo Dvd !!
Ele será lançado junto com o livro da bailarina, este ano em rede nacional, comemorando os 10 anos do Método Acadêmico.


"Método Acadêmico Suheil de Dança do Ventre"



Reserve o seu !!!

* Participação especial das professoras Aziza, Jalilah e Samra El Suheil




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