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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Biomecânica para bailarinas

Inspirada em minha última aula do CFPDV* no Rio de Janeiro onde falamos sobre a biomecânica e a anatomia dos movimentos e tendo em vista que minhas queridas alunas estão trocando textos entre si aparentemente super decididas a estudarem e compreenderem melhor o assunto (não é só porque vale nota no TCC, né?) ... Tia Suh vem dar um pequeno suporte!

Históricamente falando...

Tudo começou lá com Aristóteles, que decidiu registrar suas observações sobre o ato de caminhar. Ele observou que os membros inferiores do homem e as patas dos animais contra o solo, causavam uma espécie de ação. De lá pra cá, muita coisa foi descoberta, ratificada, reestudada.

Mas também entrou nessa história, a 3º Lei de Newton. Ela basicamente explica que a gravidade é uma força externa que age sobre um objeto sobre a terra e que para equilibrar essa força, uma segunda força externa precisa ser introduzida. Exemplo: um livro apoiado sobre a mesa, recebe a ação de pelo menos duas forças: a da gravidade e a força exercida pela mesa. Ou seja, o objeto sobre a mesa sofre ação da tração da gravidade e a mesa reage à força da gravidade com uma força igual e oposta. Lembra das sua aulas de física no colégio, quando o professor falava de ação e reação? Mais ou menos por este caminho!

A Mecânica por si só, é uma área da física e da engenharia que lida com a análise das forças que agem sobre um objeto, descrevendo a causa de determinado movimento.

A Cinesiologia (matéria de um próximo post!) possibilita a aplicação das leis e princípios básicos da mecânica na avaliação das atividades humanas.

Sendo assim, podemos dizer que a Biomecânica pode ser definida como a aplicação da mecânica aos corpos humanos e animais, organismos vivos, tecidos biológicos... Ou ainda, o estudo da mecânica dos organismos vivos.

Podemos considerar dois tipos de Biomecânica: a externa, que estuda as forças físicas que agem sobre os corpos e a interna, que estuda a mecânica e os aspectos físicos e biofísicos das articulações, ossos e tecidos do corpo.

Alguns conceitos são de fundamental importância para entendermos porque é tão importante o estudo da Biomecânica na dança. São eles:

1- O Centro de Gravidade
A localização do Centro de Gravidade do corpo varia dependendo da posição em que encontra-se este corpo. Se você está ereta por exemplo, ele será como uma linha, formada pela interseção de um plano que corta o corpo em direita e esquerda, e outro plano que corta o corpo em metade anterior e posterior (frente e trás).

2- A linha de gravidade
Ao longo desta linha imaginária que chamamos de Centro de Gravidade, podemos considerar que a gravidade atua em nosso corpo, puxando-o diretamente para baixo em direção ao centro da terra. Essa é a linha de gravidade.

3- Base de apoio
A base de sustentação ou base de apoio é a área formada abaixo do corpo, como se considerássemos todos os pontos de nosso corpo que estão em contato com o solo.

Pense comigo:
Quando você está numa posição fixa, estática, com a linha de gravidade passando através da sua base de apoio, dizemos que você está estável, compensada, equilíbrada. Se a linha de gravidade passar fora da sua base de apoio, o equilíbrio e a estabilidade são perdidos.

Para nós que dançamos, é extremamente importante analisar mecanicamente os movimentos que executamos com nosso corpo e outros objetos, sabendo exatamente como a força da gravidade atua em nós! Afinal, durante nossa dança, utilizamos:
o equilíbrio estático (parado), mas principalmente,
o equilíbrio dinâmico (em movimento).

E tem mais!

4- Planos e eixos
Planos de ação são linhas fixas de referência pelas quais o corpo se divide. A saber, são 03: O plano frontal ou coronal (frente e costa) responsável pelos movimentos de abdução e adução, o plano sagital (direita e esquerda) responsável pelos movimentos de flexão e extensão e o plano transverso ou horizontal (superior e inferior) responsável pela nossa rotação.

5- Alavancas
Uma alavanca, por definição, é uma barra rígida que gira em torno de um ponto fixo quando uma força é aplicada para vencer a resistência. Traduzindo: aquilo que faz você se mexer, iniciar um movimento. Maior a quantidade de força ou maior o braço da alavanca, maior o movimento de força.


E daí tudo isso?

Quando analizamos um movimento técnicamente, principalmente dentro de uma dança acadêmica, sabemos onde ele começa, aonde está a sua base e o seu eixo, de onde vêm a alavanca, o que acontece durante o seu desenvolvimento e também aonde ele termina.
Desta forma fica muito mais simples (!) entender porque determinado movimento "não está saindo" ou aonde você está errando em sua execução.

Bom, para quem já teve algum contato com meu método de trabalho, sabe que esta é uma das sólidas bases do desenvolvimento técnico em dança que eu proponho; o estudo profundo da execução de cada movimento da dança, analisado e compreendido em sua total complexidade.

Mas como o post hoje é biomecânica... foco Suheil!

Deixo aqui de presente alguns videos que selecionei "a dedo" na net para ilustrar os conceitos de biomecânica aqui (e nas nossas aulas) mencionados.

Espero que curtam!

Este 1º é só pra ilustrar a nossa visão de câmera lenta, fundamental nestas análises...


Este eu escolhi porque demonstra as escápulas, um de nosso primeiros temas...


Este é bem próximo da parte da biomecânica que "nos interessa" - não se prender a nomenclatura de músculos, mas descrever como o movimento acontece.


Esse eu achei que ilustraria muito bem o conceito de nossa 1º aula de consciência corporal, sobre "respirar nas articulações"... até na música! Além claro, do rapaz dar um show de performance temática.


Esse é um pouquinho chato no começo, mas tenham paciência, pois o desenvolvimento e a apresentação dos conceitos de equilíbrio apresentados mais pra frente fazem valer a pena cada segundo gasto...


Aqui eu vos apresento, "o Pé". Nossa base mais sagrada. Nem preciso explicar porque este video está aqui, preciso?


E pra "pirar o cabeção" de vocês... a biomecânica em sua complexidade original.

Pena que não achei um de dança, então vai de arremesso mesmo! Assim vocês saberão exatamente quais músculos precisarão mexer se quiserem arremessar a Tia Suh da janela depois de nossas próximas aulas de Anatomia do Movimento.
- Será mesmo que eu devia ter postado esse video?



Espero que este post tenha ajudado a esclarecer um pouquinho mais ...

... pra quem chegou agora, da importância de estudarmos, na luta pela valorização desta nossa arte tão desmerecida por muitas "pseudo-profissionais";

... pra todas as minhas alunas, presenciais e/ou virtuais que fritam os miolos em minhas salas de aula.

Beijo carinhoso a todas vocês!

;)


*Curso de Formação para Professoras de Dança do Ventre, Método Acadêmico Suheil de Ensino

terça-feira, 5 de abril de 2011

Na busca por inspiração

Meu amado, meu ídolo de adolescência, de mulher, de bailarina...

Olho pra ele até hoje quando sei lá porque, minha alma não anda inspirada pra criar... e se ainda assim não me inspiro, ao menos lavo e alimento essa mesma alma. E os olhos.

Apresento-lhes aquele que eu tinha só 18 quadros (sim, quadros!) no meu quarto aos 16 anos - e guardo 3 deles até hoje!

Aqui, numa das minhas fotos favoritas desde sempre...

O marido? Nem liga, sabe que esse amor é "au concour"...


"Não danço para ser melhor que ninguém. Danço para ser melhor que eu mesmo."
Baryshnikov, meu amor eterno e incondicional




sábado, 26 de fevereiro de 2011

Burlesque, Bellydance ou que Raios Misirlou ?

Ainda na fase de rir da vida... O que é isso?
Conheço pouco de Burlesque, mas acho que isso aí não é nem um nem outro (ou seria outrA! Dança do ventre, Misisrlou, algo familiar para você??)

Salve-nos Shaide da ignorância ou... nem sei! rs...

Divirtam-se!!! Mas pelo "amoredideusi" não façam os gritinhos!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

II Natal Árabe

Já faz algum tempo que estou devendo esta postagem, acho até que as minhas pituchas potiguares devem até ter pensado que ela não vinha... Mas é só a correria da vidinha mesmo, emendando viagens e com pouco tempo pra relaxar por aqui. Não mais importa, cheguei!

Este ano estive em Natal em março, num evento que começou minha história com essas "pequenas" de uma forma inusitada. Não vou entrar nos detalhes (um mega show aula de como ser anti-ética na profissão) que levaram essas fofas a me procurarem, mas o que de positivo sobrou disso: adotei minhas novas "Pupilas Potiguares".

Elas organizaram uma "Imersão Suheil" (chique gente, Suheil agora em versão saquinho de chá!) focadas em re-aprender alguns temas do folcore que estavam digamos, deficitários...
mas acabamos por criar um laço de tamanha confiança, tão gostoso, tão forte, tão sadio... que as asas de Tia Suh se abriram para abrigar mais estas pequenas. "Unidas pela dança ataca novamente", pra quem conhece o slogan da minha Troupe.

Joelma, eu, Lu e Aini - Pituchas Potiguares (faltou Liginha!!!)

A imersão contou não apenas com os workshops, aulas, conselhos e bate papos deliciosos na padaria mais sensacional de Natal, como também com cursos gratuitos das competentes profissionais locais em seus mais variados estilos.

O mais fofo... (além das camisetas!) não entendí na hora quando falaram que eu não seria contratada pra dançar na festa, era só convidada... "Então tá", pensei.
Surpresa! Ao chegar, a festa era em minha homenagem e dançariam as bailarinas e grupos locais. A mim cabia apenas assistir, aplaudir, comer, beber ... e curtir! Chato né? Já viu isso?

Se eu queria voltar? Sempre!
Fui então convidada a ministrar e a dançar no II Natal Arabe.

Desta vez, mega evento! Resort 5 estrelas, buffet deliciosamente chiquérrimo, Tony Mouzayek e banda, mais, muito mais e tudo o que pede um evento de sucesso.
Essas meninas são mesmo corajosas...

a entrada do salão e o buffet delicioso

e o salão já quase bombando... depois não sobrou lugar nem em pé!!!

Muitos imprevistos aconteceram, incluindo o óbito do pai da Aini, a organizadora (já pensou??). Sem falar em boicotes sem fim que só quem está na estrada há algum caminho consegue acreditar que existem (mas sem nunca entender o porquê...). Pensa que essa pequena se abateu? Nada! Sacudiu a poeira e realizou em Natal um evento como aquela cidade nunca tinha visto antes!!! A alegria da galera era visível, gritante.
O sucesso foi estrondoso! Não há o que questionar.

O hotel, almoço reunido, painel do hotel, tudo de bom...

E o que eu faço aqui hoje? Queria agradecer.

Muitas vezes meninas em começo profissional nos pedem conselhos, até aí isto é normal. Mas uma coisa é você falar com aquela aluna que está com você semanalmente, faz tempo... E outra é lidar com profissionais que você encontra por pouco tempo em momentos vagos de workshops... As vezes não sabemos se podemos ser totalmente francas, tem gente que pergunta mas não quer ouvir a verdade. Tem gente que até se ofende! Mas então até que ponto você diz tudo aquilo que pensa e como resultado recebe... ????? Recebe o quê???

Eu recebi um presente, uma dádiva.

Ví Joelma solando sorrindo e confiante, sem ninguém perceber o nervosismo, o cansaço, e muito menos o stress que há irritava sem o resto do grupo alí com ela...

Parabéns Joelma, arrasou!

Ví Sayonara Brabuleta, minha liiiiindaaaaaa arrebentar com Tony (olha o "Fica Roxo", até ele cantou!) mostrando que pode SIM ser uma Estrela.

Ví Aini vencer o medo e se entregar em seu próprio estilo, nem contra-tudo e nem contra-todos, mas em paz com ela mesma. E arrebentando de sucesso!

Aini, linda e estilosa!

Ví Lú gritando de alegria, agitando na platéia, mesmo quando podia estar no palco. Não posso deixar de fora a Vivi que, não dançou mas, doou até a alma pra que o evento acontecesse.
Não dá pra falar de todas, perdõem... Mas dá pra falar de um grupo que ao ouvir e acatar minhas "insanidades", no fundo cresceu e amadureceu.

Obrigada meninas por deixarem a mestra dentro de mim aflorar com tamanha segurança, confiando e acreditando em meu trabalho. Obrigada acima de tudo por fazerem parte deste grupo tão amado que eu carinhosamente chamo de "Suheil Dance Troupe - Unidas pela dança".

Aqui, encerrando a Mostra de Dança com um Pop

Ôoopaaa! Quase, mas não teve como esquecer de Shahar, seu creme restaurador e suas mãos massageadoras dignas de uma fada... cuidaram tão bem de mim...

Bom, difícil dizer em palavras, o quanto momentos assim fazem a gente querer continuar, transformam em pequenos os demais momentos em que pensamos em desisitir ou simplesmente duvidamos de tudo...

Agradeço por almas tão iluminadas cruzarem a minha trajetória.
Tashi Delek

E pra acabar... um videozinho da minha participacão no encerramento do show.
Até 2011 Natal!!
Bjks
;)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

(Mais) Uma nova etapa

Olá galerinha!

Desde minha mudança para Sampa, entre viagens e remodelações desta nova vinda para a Babilônia (não é mole não ficar 12 anos longe ) não tenho tido muito tempo para estar escrevendo.

A casa ainda não tem sofá, nem mesa de jantar, nem um monte de coisas confortáveis. Mas o que mais está fazendo a diferença mesmo é a internet.

Longe de msn, atualizações e todas essas coisinhas cyber da vidinha, tive tempo (ao menos) para refletir sobre muitas coisas que andam acontecendo. Foi possível dedicar um tempo maior a família e ao meu mega maridão... foi possível andar "atracada" com minha sombra, mais conhecido como meu gato preto Tikinho que, já com bastante idade, coitado, andava abandonado de chamegos... Foi possível também mais uma série de coisas, quase uma pseudo férias e entre elas, engordar vários quilinhos (ok, já comecei a dieta hoje e já voltei ao treino...) comendo delícias de inverno ; vale lembrar que não sentia esse friozinho faz anos... e aí foi possível relembrar também como eu AMO chocolate e vinho tinto.
Bom, também foi possível ouvir com calma e refletir sobre algumas propostas de trabalho. Mas confesso, não rolou nada de concreto. Desculpa minha gente, mas como têm profissional insegura nesse mercado! E pior: más administradoras na mesma proporção de seus egos inflados. Tô fora! Continuo sendo, acima de tudo, da paz.

A idéia de voltar a ministrar aulas regulares (desde 2005 vivo só nos workshops, cursos profissionalizantes e aulas particulares) ainda me seduz. Na verdade me seduz muito!

Estou com saudades dos tempos em que não era preciso dizer "tchau galera, a gente se vê em breve". Neste período conhecí mulheres fantásticas, com diferentes histórias e personalidades. Algumas ganharam um lugar especial em meu coração e outras o título de "AMIGAS". Pessoas que nos encantam e nos fazem querer estar juntas. Mas depois vinha a hora de novamente empacotar tudo e partir. Ah! Que saudade, que buraco essas pessoas deixam em meu coração.

Bem no meio: Déa, Dezza, Luluca e Taís (de SE).
Essas roubaram meu coração e não devolveram nunca mais. Ai, que saudade!


A motivação de querer não partir me aquece os motores. Me ofereceram uma sala. Grande. Posso começar quando quiser. Já limpei. Já providenciei o som. Estou vendo espelhos. Parece que em breve nasce um novo studio. Não como todos os últimos, apenas para meus ensaios e aulas privês, mas este com tamanho suficiente para aulas em grupo. Sinto a vida quase me empurrando a começar aulas regulares novamente. Se não rolar em estúdios alheios, porque não no meu mesmo?

Back to Babilônia. Vamos ver o que o Universo me reserva.
Tashi Delek.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Novidade - Coluna no Jornal da Pipa

Olá galera que frequenta o blog!

Ando por um período um pouco sumida da net... na verdade tirei "umas férias" para organizar a vida pessoal. Chegada de viagem, mudança... Mas não parei não! Venho dividir com vocês as últimas novidades.

Agora com meu canto de retiro situado no NE do país, numa das praias mais afrodisíacas do mundo... acredito não vai faltar inspiração! É mais fácil faltar conexão de net mesmo, como nas últimas semanas... Enfim, meu novo canto onde recarrego as baterias e respiro para criar é mais encantador que nunca!

E como diria meu amigo das antigas Alcyr, sou uma 220 trivolt. Já arranjei uma forma de começar a falar de dança até por este remoto território que mistura pescadores nativos com gringos de todas as partes do mundo (numa fusão de paraíso tropical nacional e a sensação louca de estar sempre fora do país!). Enfim... a new é que estou com uma coluna no veiculadísimo "Jornal da Pipa". Yes!

Divido com vocês minha primeira matéria que, na verdade, devido ao pedido em cima da hora, já estava escrita e havia sido publicada num outro jornal de menor porte do outro lado do país, há algum bom tempo atrás (2002)... achei que valia a pena republicá-la.

Espero que gostem e estarei publicando a de cada mês!
O tema será sempre dança, mas de forma geral. Dança do Ventre será um tópico esporádico. Ui, que nervos! rs... Então quem quiser sugerir pautas, eu agradeço.

Luz. Paz. Alegria.
Até breve. Suheil


Você já dançou hoje?

Desde os tempos mais antigos, a dança têm sido uma das formas de expressão mais utilizadas pelo Homem. No princípio, os movimentos visavam imitar os animais, vezes por guerreiros invocando a força de determinado animal antes de uma luta, pedindo permissão para caçada ou mesmo nas comemorações tribais.

Nas filosofias orientais antigas, encontramos manifestações da dança ligadas a rituais religiosos. Estes povos consideravam os elementos da natureza (sol, lua, rios, plantas, animais,...) os deuses responsáveis por toda fartura ou escassez alimentar (com ciclos de chuva e seca, por exemplo) e como consequência, atribuíam a isso a prosperidade do povo. Suas danças invocavam e reverenciavam estes deuses.

De lá pra cá muita coisa mudou. A história da dança se desenvolveu junto com a história da humanidade, acompanhando de alguma forma todo tipo de manifestação. Basta observarmos as danças simplesmente festivas, como as folclóricas, típicas de cada povo, de cada região, que carregam consigo toda uma carga de importância cultural que não pode ser negada.

Hoje a dança está presente no cotidiano. Mães que levam suas filhas desde a infância para a sala de ballet, crianças que sonham com o brilho das luzes dos canhões, meninas buscando movimentos em corpos com curvas recém surgidas, mulheres resgatando o feminino, ou simplesmente os diversos modismos que surgem a cada ano ou o borbulhar das casas noturnas nos finais de semana, onde mexer o corpo é sinônimo apenas de diversão. Seja como for, a dança está expressa em nossa vida diariamente. E com certeza não é a toa.

Está provado que dançar, além de ser algo extremamente relaxante, ajudando em casos de stress e insônia entre outros, é uma maravilhosa atividade física. A dança desenvolve a coordenação motora, a graciosidade, o ritmo e a musicalidade. Nas crianças ajuda ainda, a criar disciplina. Os exercícios beneficiam o corpo com tônus muscular, alongamento e flexibilidade. Em uma aula, de acordo com a modalidade escolhida, pode-se gastar em média 300kcal/h, o que garante o emagrecimento. Existem casos de cura de hipertensão, síndromes de pânico e depressão entre outras. Isso porque a dança além de tudo, é capaz de resgatar na mulher a essência do feminino; a delicadesa associada ao vigor, o sensível carregado de força, a beleza em sua forma mais alegre.

Dançar não têm idade. Dançar não têm credo. Dançar não têm restrições. Dançar só têm alegria. Dançar traz vida ao corpo e ao coração. O que você está esperando? Ligue o som. Você já dançou hoje?

Laialy Suheil


Matéria publicada no JP - Jornal da Pipa e Região, Ano 2 nº4 - RN, Brasil

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