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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Polemizando - Corpo de baile em Dança do Ventre


Bom, para não perder o hábito, vou dar uma polemizada por aqui. O assunto (título) em questão ficou bastante encasquetado na minha cabeça desde o último festival Shimmie e então hoje, segunda-feira padrão, resolvi desencasquetar, tirar as "agarras da língua". 

Sabendo que as polêmicas parecem ser a maior audiência em qualquer blog, vou logo criando então este novo Tag aqui no Blog, o "Polemizando". Você pode até dizer que estou ficando uma velha ranzinza, mas eu confesso: ultimamente tem muito tema que eu acho que vai caber como uma luva nesse Tag. E também têm outros posts mais antigos que poderiam entrar aqui...

Voltando. Foco. Sabe, tenho certa "embrulhez estomacal" com essa coisa de "o primeiro disso, o primeiro daquilo". Desde quando pioneirismo é sinônimo de alta qualidade? Aff, calma bailarinada! 


Quando alguém faz tal afirmação, pressupõe-se que a anunciante fez o seu dever de casa, consultando a veracidade de seus dizeres. Não? Ah, tá! Mas deveria. Porque daí você, que não é surdo, escuta um absurdo. O que você deve fazer então? 
Ficar quieta em prol da educação? 
Não falar nada para não se pseudo-indispor com outra colega? 
Ou dizer "não é não" e provar? 


Espero não estar sendo deselegante, mas já que polêmicas existem... tá aí mais uma! Rs...


O Corpo de Baile para dança do ventre está muito longe de ser um lançamento atual (anunciado "o do" e "no" festival Shimmie como o "primeiro corpo de baile de dança do ventre do Brasil") ... 


A não ser que voltemos no tempo, no mínimo para o ano de 2001, onde vos apresento uma peça chamada "A Sucessora". 


A peça "A Sucessora" criada em 2001 para o Mapa Cultural Paulista



E que fique bem claro desde já que não estou dizendo que o meu corpo de baile foi o primeiro! Mas, honestamente, não sei se existiu outro antes! Nunca tinha pensado nisso até então. Mas... se o paletó for meu, então eu vou vesti-lo na boa, né ué?!
















Quatro momentos do Corpo de Baile em ação

"A Sucessora" foi uma peça criada em 2001, especialmente concebida para o Mapa Cultural Paulista. A história escrita em detalhes teatrais. A narração inicial, a edição musical (10 anos atrás gentemmmm!), os figurinos, o cenário... Tudo pensado para uma apresentação a altura da que necessita, ou clama, um teatro do tamanho do Auditório Claudio Santoro aonde se realizariam diversas das apresentações. 



Tahia Fathiem interpreta a Deusa do Ar

A história claro, falava em Grande Mãe (aliás interpretada pela amada Nori - in memorian), Deusas, Sacerdotizas, O Lado Negro e tinha direito até a Fada!  
Foram utilizados diversos elementos cênicos, de vasos a uma liteira, com direito ao Trono da Grande Mãe, um tecido de 8 metros onde por detrás o corpo de baile executava diversas sombras... entre outras "inovações da época".

Dahab interpreta a Deusa da Água e entra em cena na sua liteira

A Sucessora dança com a Deusa do Ar - no fundo, corpo de baile interage com sombras

Infelizmente na época não tínhamos recursos tecnológicos acessíveis como hoje, restando como registro apenas algumas fotos. A filmagem, feita quase um ano depois, foi num palco pequeno e sem os recursos adequados para apresentação da peça, como iluminação, entradas laterais, etc... Pelo tamanho do palco, o corpo de baile também foi reduzido para apenas 05 integrantes. Feliz ou infelizmente, é a única filmagem existente.


A Sucessora

Cena final: Grande Mãe cede o trono para a Sucessora



A saber: O Suheil Dance Co. sempre trabalhou com as definições de primeira bailarina, solistas, convidadas de honra, suplentes e corpo de baile em sua formação, sendo o corpo de baile atuante e responsável cenicamente como em qualquer outra cia de dança clássica, de onde aliás, veio esta sua formatação.


Primeiro elenco oficial em 2001, diversas vezes modificado depois.

Curtam a filmagem meio esverdeada pelo tempo, mas aí presente para mostrar que certas idéias não cabem pioneiros, pois pertencem a dança desde que a dança existe! 
(Porém se cabem, que sejam os primeiros de verdade!)





E como diria meu querido Chacrinha, nada se cria, tudo se copia!!!!

Beijokas a todos!
Suheil

;)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mais sobre "de graça"

Primeiro gostaria de agradecer as pessoas que comentaram publicamente no blog ou mesmo as que me enviaram emails me incentivando a continuar a falar sobre alguns temas polêmicos. Como a maior dúvida (e confusão) me pareceu ser sobre quando e como dançar de graça, vou dedicar este post a isso.

Primeiro precisamos entender, que "Beneficente" e "De graça", são duas coisas bem distintas!

Embora em ambos os casos, para o bolso da bailarina não venha nenhuma verba, isso não quer dizer que ambas as situações sejam iguais! Não são! Não mesmo!

Quando você dança em um evento beneficente (obra de filantropia), o público é pagante da mesma forma! Seja em doações de comidas ou em verbas, ninguém está lá para ver o show na base do oba-oba. É uma campanha! De alguma forma, seja em dinheiro ou doações, as pessoas estão pagando por sua performance e você, é quem está abrindo mão de receber por um motivo maior. E diga-se muito honorável.

Acredito que cabe ao artista participar sim, de campanhas beneficentes e projetos que ajudem de alguma forma quem precisa. Emprestar sua imagem, arregaçar as mangas. Aliás, não só o artista, mas todos os seres de bem devem fazer isso.

Em minha carreira, participei e ainda participo de DIVERSOS eventos beneficentes. Ajudo instituições, colaboro em campanhas... Adoro fazer isso! O retorno é muito grande e muito gratificante, principalmente no quesito "paz interna".

Mas... continue sendo e tendo uma postura profissional!

A sua posição neste caso, deve ser :
1- antes do evento, peça a organização um ofício datado, assinado e carimbado, digamos assim, com a solicitação de sua apresentação, datas, horários do evento e para quais fins ou instituição a verba arrecadada se destina.
2- ao término, tenha ciência de quanto foi arrecadado com seu show e assine um termo de doação para a "instituição" recebedora. Pegue o recibo. Assim você terá ao menos alguma garantia de que a verba foi de fato para onde deveria ir.
3- se as doações forem em outra espécie que não dinheiro, procure acompanhar este processo de entrega. Além deste momento ser muito prazeroso, você irá conhecer de perto quem você está ajudando. Garanto que descobrirá olhinhos e sorrisos tão lindos que serão inesquecíveis.

Outra forma de dançar "de graça":
Dinheiro não é a única forma de receber por seu trabalho! Se a sua amiga tem uma escola, vai fazer um evento e não pode pagar cachê porque não há verba suficiente, você pode propôr uma troca: você dança na festa dela e depois ela dança na sua! Seria como "trocar cachês".
Ou ainda, ela paga seus custos de transporte, alimentação e hospedagem, organiza um workshop para você levantar sua verba, capricha na organização e na divulgação - mas não ganha em cima do seu trabalho; é como se o que ela ganharia para ela, ela pagasse pelo seu show. E a arrecadação finaceira é toda sua. Você estará dignamente trabalhando.


A humanidade sempre teve inúmeras moedas de troca, nem tudo roda em torno de dinheiro, células de papel, exclusivamente. O que é preciso, é ter bom senso acima de tudo.

Acho que nem preciso dizer, mas vou: quer dançar na festa de sua melhor amiga, como presente pra ela? Dançar pro vovô no aniversário dele? Por uma música e mostrar sua arte num encontro entre amigas? É claro que vale, né?!? Você não seria mercenária a este ponto! É profissional sim, mas tem amigas e família, e nessa hora, essa é você, a pessoa!

Então... o que você JAMAIS deve fazer ??

1- dançar de graça no Habib's ou similares, achando que isto é válido para promover o seu trabalho! Pelo amor... se valoriza!
2- oferecer seu trabalho gratuito para tentar pegar a vaga de outra bailarina que trabalha na casa recebendo...
3- dar aulas de graça porque está aprendendo (vai fazer um estágio! se está aprendendo é porque ainda não é hora de ensinar!)
4- se expor em baladas árabes aonde o público é em maioria rapazes que querem ver as gostosas rebolarem e normalmente no fim da noite já estão bêbados. O que isto vai te trazer de retorno?

É nessa hora que comparamos Profissionalismo X Exibicionismo !!!

Mesmo assim você insiste que quer dançar de graça por aí, só pra "mostrar sua arte" a tudo e a todos? Tudo bem também! Opção de vida sua, livre arbítrio!
Só por favor então, pare de dizer que você é uma profissional do ramo. Porque ser amadora e amante é uma coisa. Cabe a qualquer uma.
Ser profissional é outra coisa, bem diferente...

Bjkas e até o próximo post!
Não esqueça de deixar o seu comentário...

;)

PS - Débora, tá aí, valeu o puxão de orelha domingo... atualizei! bjk

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Comunicado - carta de esclarecimento

Diante dos últimos acontecimentos, senti a necessidade de esclarecer determinadas notícias não somente ao público, mas aos alunos, a toda a comunidade, mestres e parceiros.

Está cada vez mais comum encontrarmos pessoas incapazes de exercer com amor e dignidade suas atividades neste mercado.

Dediquei minha vida e meu trabalho à arte da dança e o meu maior desejo é continuar a contribuir com idéias, ações e opiniões, para que outros, como eu, também possam aprender. Vale lembrar que durante esses quase 30 anos de dança, continuo tendo a humildade de estudar e aprender com pessoas que me inspiram a dançar com mais dedicação e qualidade a cada dia.

A veracidade do meu histórico me habilitou a extrapolar meus limites profissionais, a desenvolver amizades verdadeiras e significativas e um profundo amor e seriedade pelo meu trabalho, que pode ser observado por minhas vitórias, como no Bellydance Superstars, na gravação de DVDs, workshops e shows por todo o país e exterior, programas na TV, integrar o Bellydance Evolution, assim como representar minha amiga Jillina no Brasil entre outras.

As pessoas que me acompanham durante todo esse tempo sabem exatamente quem eu sou e conhecem bem a minha trajetória. Portanto, são totalmente capazes de discernir sobre o que é verdadeiro e o que é falso.

Depois de tantos anos de dedicação, não seria nem sábio nem sensato da minha parte, uma exposição tal que prejudicasse e difamasse minha postura pessoal e profissional.

É preciso aprimorar a paciência e praticar a tolerância diante desses reveses da vida. Nada que um pouco de sabedoria não dê conta...

Dessa forma, diante do exposto acima, espero ter esclarecido que estes vãos comentários sobre minha pessoa e trabalho, não passam de estratégias ruinosas articuladas por puro despeito e vingança de uma profissional que foi descredenciada de meu método por não ter atingido o nível mínimo de embasamento nem técnico e nem cultural, a qual foi denunciada por suas próprias ex-alunas pelo baixo nível técnico proporcionado em suas aulas (prejudicando o método, a credenciante e as outras credenciadas), além de suas apresentações públicas desastrosas somadas a diversas atitudes anti-éticas.

Sendo assim, continuo à disposição de todos aqueles que investem em seus objetivos com garra e vontade, mas que, mais que tudo na vida, desejam aprimorar cada vez mais a arte da dança justamente por amor ao que fazem.

Com amor, Suheil

Respeitando a Arte da Dança desde 1999

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Esclarecendo: não, eu não vou... (BDSS no Brasil)

Não é mais novidade o evento que acontece em setembro: a vinda do grupo Bellydance Superstars para o Brasil. Não é novidade que fui qualificada pelo júri do grupo em audição realizada em Los Angeles em 2004, sendo a 1ª e única até o momento a realizar tal feito (outra brasileira chegou apenas até o estágio 2 em audição na Europa). Não é novidade que meu nome por diversas vezes esteve associado ao grupo. Então a novidade parece ser o fato que eu não estarei participando deste evento no Brasil. Apesar da quantidade de emails, depôs e contatos que tenho recebido perguntando se dançarei no show como convidada, a resposta é NÃO. Não dançarei no show.

Mas sabe o que é de fato novidade? (Aliás, não deveria ser, pois as notícias já são meio velhas embora muita gente não tenha realizado ainda... ). Tô "até a guela" deste mundinho da dança que adora um "diz que me diz". Então saibam por mim mesma. Vim esclarecer.

1. Jillina não é mais coreógrafa nem diretora do grupo e montou seu próprio grupo, o Bellydance Evolution, no qual tive a honra de estar dançando em Nova Yorque, a convite dela, no começo deste ano.

2. Também saíram do grupo Kaeshi e Sharon Kihara (que foram também para o Evolution), Amar Gamal (que virou mamãe), Saida e todas as outras que vocês um dia tiveram como as bailarinas Superstars.

Jillina sendo ovacionada ao término do show do Bellydance Evolution e na linha de trás, no elenco, eu ao lado de kaeshi, Sharon Kihara, Louchia e outras


3. O show que vocês assistirão no Brasil, é coreografado pela moça que tráz o grupo ao Brasil, que me desculpe, não merece nem mesmo citação de qualquer comparação em competência, com a coreógrafa que fez do grupo o que ele foi até o ano passado (Jillina). Afinal, se como bailarina ela não entrou para o grupo, vai agora coreografar seu show? Que os anjos compareçam... e quem tem dinheiro sobrando que compre o ingresso!

4. Trocando emails com o poderoso chefão que virá ao Brasil pessoalmente para a tal seleção, o mesmo desde 2004, questionei se haveria um grupo para a América Latina, um projeto novo ou "o quê?" e ele respondeu que "não, nada mudou". Tradução: se desde 2004 eu não pude estar no grupo por "questões internacionais", observando o fato que tenho entrada livre na Terra do Tio Sam há mais de 30 anos, aonde já estudei, fiquei, fui e voltei diversas vezes, falando fluentemente a língua desde minha infância ... Quem então por estas Terras Brasilis mesmo sendo aprovada em qualquer fase da audição, poderá participar de fato com o grupo? Se quiser empresto minha cadeira... já levantei dela mesmo! Foi no dia que duramente entendí o lado comercial da coisa.

Cadeira perfeita pra sentar e esperar um tempão... Não é?


5. Sobraram no grupo apenas Sônia (que não vêm) e Petit Jamila: aquela que entrou no grupo pelos véus duplos e mostrou sua verdadeira dança com os desafinados snujs no dvd seguinte (para quem conseguiu assistir até o fim!).

Você deve estar se perguntando se hoje de manhã tomei limão azedo. Não.
Mas também não tenho nada a ver com o grupo BDSS, a não ser o título conquistado desde 2004. Estou com Jillina no seu novo projeto.

Meu solo de abertura (que honra!) do show em Nova Yorque

Sim! Claro que eu participaria com carinho como convidada do show BDSS no Brasil, mas não vou. Não fui convidada. Quem é profissional sabe como são os bastidores e as burocracias do sistema. Determinadas constelações não permitem qualquer brilho que emane de outra estrela. As vezes é falta de educação mesmo. As vezes ambas.

Mas o que me deixa azeda mesmo?
É saber que por 6 anos nosso país foi visto como um local sem interesse, de Terceiro Mundo! Não compatível com a proposta glamourosa do grupo. Nem sequer houve o interesse de oficializar uma brasileira no grupo. Agora que o grupo esvaziou por razões que, desculpem, a ética não me permite compartilhar, o Poderoso Chefão vêm buscar no tão desinteressante Terceiro Mundo, o dinheirinho para uma turnê que, lá pelas Terras dele ninguém mais quer comprar?! E tem quem vai pagar! Isso sim é pior que limão azedo. Porque nem sal dá pra colocar...

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