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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deusa Pele - alegria, alegria de dançar!

Aconteceu este fim de semana passado o Festival Nacional de Danças Árabes do Rio de Janeiro.
Sob comando de sua competentíssima idealizadora e bailarina Shaira Sayaad, tudo foi um sucesso!
Foram 12 horas de evento initerruptos. Tipo assim, quase uma Rave do ventre! Brincadeirinha...


O que não faltou foram inovações! Singular a presença da 1ª passista e dos percussionistas da bateria da Escola de Samba Portela, acompanhados de várias crianças que deram um show a parte. A platéia enlouqueceu. Não sei bem, porque nessa hora eu particularmente estava delirando no gargarejo.


Em comemoração ao 5º ano do evento Shaira desafiou 5 bailarinas a interpretarem 5 deusas de outras culturas. Isis do Egito Místico. Oxum do candomblé. A grega Diana que arrebatou com um balé moderno. A indiana Parvarti e... Para Suheil, o desafio de interpretar a Deusa Havaiana Pele, deusa do fogo e dos vulcões.


A cultura havaiana é tão cheia de significados e exige aquele mesmo respeito que a gente exige ao não deixarem fazer lambança com nossa arte, então, desde já minhas desculpas se fiz algo errado! Rs...
Este trabalho é fruto de intensa pesquisa e algumas aulinhas (num remoto passado já estive 2 vezes no Havai!), mas mesmo assim sei que estou looooooonge de ser uma boa dançarina de Hula e suas vertentes ;)


Mas o que mais me deixou maluca, foi a alegria! 
Sim, a alegria em que minha alma se encontra enquanto (e depois) de dançar "Pele". Foi mesmo um reencontro astral! Rs... Com todo respeito. Tão bom que mesmo com o pé e joelho inchados do pequeno acidente antes de chegar ao Rio de Janeiro na mesma manhã, subi ao palco e homenageei minha querida deusa havaiana.


Espero que curtam! Aloha!






* With all my respect and friendship to hawaiian people. This was a humble tribute to Goddness Pele. I'm not a hawaiian dancer at all! Sorry any choreography mistake ;)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Salomé...

Em proximidades de Páscoa, a personagem Salomé por mim encarnada tantos anos consecutivos na Paixão de Cristo, chega a deixar saudade.

Passei este bastão em 2007 para a encantadora bailarina Jalilah El Suheil (sou suspeita, mas ela é sim encantadora!) que vem desempenhando muito bem o papel desde então.
Não bastasse o saudosismo... devo ter atraído o tema!

Recebi hoje um email super carinhoso de uma querida admiradora de meu trabalho (quando falo fã me lascam!) me pedindo dicas coreográficas para a sua estréia neste papel em sua cidade.

Decidi então, em sua homenagem, postar aqui o que encontrei nos meus acervos pessoais que talvez possam servir, modestamente, de inspiração a alguma nova Salomé encarnada... Não é muita coisa, pois infelismente não tínhamos ainda na época os adoráveis iphones, câmeras digitais e afins tão acessíveis hoje em dia...

Salomé em 2003 - participação de alunas/bailarinas locais (no chão)

A direção do espetáculo foi durante 18 anos de Bado Todao, que em 2005 escolheu o tema musical, presente nos vídeos, de Mestre Ambrósio para a Salomé.

Na época Salomé ganhou um palco (de 5 intinerantes) só para sua cena e no ano seguinte a inovação de um palco bem de frente a barra do rio, emoção intensa e inesquecível pra quem encenou...

Até esta data eu havia escolhido para a personagem (que eu me lembre!) as músicas de Om Koulsoum que acho sedutoramente encantadoras como Amal Hayati e Lialaet Hobi numa versão com saxofone... Depois passei para El Ard, numa versão de um cd antigo do Tony (vol 8, acho!).

Mas tenho uma confissão a fazer: sempre que dancei Salomé, foram improvisações, nunca coreografei de fato uma Salomé. Encorporava a personagem e deixava fluir... Claro que o desempenho acaba não sendo o mesmo, mas...

... "a viajem" seguramente vale muito mais a pena! Talvez seja esse o melhor conselho que eu possa dar...

Espero que curtam!

A festa no palácio. Salomé na Paixão de Cristo 2005



De frente a barra do rio, de cara pro vento do mar... em 2006


;)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Feliz e compartilhando...

Fiquei muito feliz hoje com o cartaz que encontrei no Facebook: o início da divulgação de minha primeira aparição pelas terras peruanas... Que delícia!

Obrigada Deus, Buddhas e Boddhisatvas por guiarem o meu caminho por trilhas tão especiais.
Obrigada a quem apoia meu trabalho e torce por mim!
Obrigada Márcia Samina pela confiança em meu trabalho.

Lima, Peru, ya me voy!!!!



;)



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

II Natal Árabe

Já faz algum tempo que estou devendo esta postagem, acho até que as minhas pituchas potiguares devem até ter pensado que ela não vinha... Mas é só a correria da vidinha mesmo, emendando viagens e com pouco tempo pra relaxar por aqui. Não mais importa, cheguei!

Este ano estive em Natal em março, num evento que começou minha história com essas "pequenas" de uma forma inusitada. Não vou entrar nos detalhes (um mega show aula de como ser anti-ética na profissão) que levaram essas fofas a me procurarem, mas o que de positivo sobrou disso: adotei minhas novas "Pupilas Potiguares".

Elas organizaram uma "Imersão Suheil" (chique gente, Suheil agora em versão saquinho de chá!) focadas em re-aprender alguns temas do folcore que estavam digamos, deficitários...
mas acabamos por criar um laço de tamanha confiança, tão gostoso, tão forte, tão sadio... que as asas de Tia Suh se abriram para abrigar mais estas pequenas. "Unidas pela dança ataca novamente", pra quem conhece o slogan da minha Troupe.

Joelma, eu, Lu e Aini - Pituchas Potiguares (faltou Liginha!!!)

A imersão contou não apenas com os workshops, aulas, conselhos e bate papos deliciosos na padaria mais sensacional de Natal, como também com cursos gratuitos das competentes profissionais locais em seus mais variados estilos.

O mais fofo... (além das camisetas!) não entendí na hora quando falaram que eu não seria contratada pra dançar na festa, era só convidada... "Então tá", pensei.
Surpresa! Ao chegar, a festa era em minha homenagem e dançariam as bailarinas e grupos locais. A mim cabia apenas assistir, aplaudir, comer, beber ... e curtir! Chato né? Já viu isso?

Se eu queria voltar? Sempre!
Fui então convidada a ministrar e a dançar no II Natal Arabe.

Desta vez, mega evento! Resort 5 estrelas, buffet deliciosamente chiquérrimo, Tony Mouzayek e banda, mais, muito mais e tudo o que pede um evento de sucesso.
Essas meninas são mesmo corajosas...

a entrada do salão e o buffet delicioso

e o salão já quase bombando... depois não sobrou lugar nem em pé!!!

Muitos imprevistos aconteceram, incluindo o óbito do pai da Aini, a organizadora (já pensou??). Sem falar em boicotes sem fim que só quem está na estrada há algum caminho consegue acreditar que existem (mas sem nunca entender o porquê...). Pensa que essa pequena se abateu? Nada! Sacudiu a poeira e realizou em Natal um evento como aquela cidade nunca tinha visto antes!!! A alegria da galera era visível, gritante.
O sucesso foi estrondoso! Não há o que questionar.

O hotel, almoço reunido, painel do hotel, tudo de bom...

E o que eu faço aqui hoje? Queria agradecer.

Muitas vezes meninas em começo profissional nos pedem conselhos, até aí isto é normal. Mas uma coisa é você falar com aquela aluna que está com você semanalmente, faz tempo... E outra é lidar com profissionais que você encontra por pouco tempo em momentos vagos de workshops... As vezes não sabemos se podemos ser totalmente francas, tem gente que pergunta mas não quer ouvir a verdade. Tem gente que até se ofende! Mas então até que ponto você diz tudo aquilo que pensa e como resultado recebe... ????? Recebe o quê???

Eu recebi um presente, uma dádiva.

Ví Joelma solando sorrindo e confiante, sem ninguém perceber o nervosismo, o cansaço, e muito menos o stress que há irritava sem o resto do grupo alí com ela...

Parabéns Joelma, arrasou!

Ví Sayonara Brabuleta, minha liiiiindaaaaaa arrebentar com Tony (olha o "Fica Roxo", até ele cantou!) mostrando que pode SIM ser uma Estrela.

Ví Aini vencer o medo e se entregar em seu próprio estilo, nem contra-tudo e nem contra-todos, mas em paz com ela mesma. E arrebentando de sucesso!

Aini, linda e estilosa!

Ví Lú gritando de alegria, agitando na platéia, mesmo quando podia estar no palco. Não posso deixar de fora a Vivi que, não dançou mas, doou até a alma pra que o evento acontecesse.
Não dá pra falar de todas, perdõem... Mas dá pra falar de um grupo que ao ouvir e acatar minhas "insanidades", no fundo cresceu e amadureceu.

Obrigada meninas por deixarem a mestra dentro de mim aflorar com tamanha segurança, confiando e acreditando em meu trabalho. Obrigada acima de tudo por fazerem parte deste grupo tão amado que eu carinhosamente chamo de "Suheil Dance Troupe - Unidas pela dança".

Aqui, encerrando a Mostra de Dança com um Pop

Ôoopaaa! Quase, mas não teve como esquecer de Shahar, seu creme restaurador e suas mãos massageadoras dignas de uma fada... cuidaram tão bem de mim...

Bom, difícil dizer em palavras, o quanto momentos assim fazem a gente querer continuar, transformam em pequenos os demais momentos em que pensamos em desisitir ou simplesmente duvidamos de tudo...

Agradeço por almas tão iluminadas cruzarem a minha trajetória.
Tashi Delek

E pra acabar... um videozinho da minha participacão no encerramento do show.
Até 2011 Natal!!
Bjks
;)

sábado, 18 de setembro de 2010

O encontro das almas

Dizem que na Amazônia a grande atração é o "Encontro das águas" dos Rios Negro e Solimões. Pois é, cada um vive a sua própria experiência.

Eu, no caso, poderia dizer que mais forte do que tudo, a Amazônia hoje representa para mim um verdadeiro divisor de águas em minha vida profissional; divisão esta carinhosamente batizada de:

"O encontro das almas".

Na Amazônia, tendo como cicerone a cabocla mais linda da história, achei que tinha embarcado para apenas mais um trabalho, leia-se, mais um show com workshop em algum maravilhoso novo pedaço de terra que irei alegremente desbravar. Mas eu não tinha a menor idéia do que estava por vir.

Não apenas pela maravilhosa recepção, pelas peninhas de boa sorte, pelo hotel de luxo, pela comida encantadora, pelo show "do boi" na chegada, pelo bolo de aniversário para as colegas, pelas plumas, pela máscara do Pajé, pelo work organizadíssimo numa moderna academia nota 1000 em espaço e tecnologia,...

Nem apenas pelo camarim caprichado e florido, pelo evento rico e bem decorado, pelo palco regionalmente inspirador, pelo show que foi um sucesso, pela aceitação do "Novo" com os corações abertos, por deixar eu enforcar o amigo derbaquista...

Nem tampouco apenas pelos passeios nas horas livres, pelas risadas, pela costela de Tambaqui, pela fumaça do cigarro indesejado, pelas orações dedicadas, pelo garfo extra no Pirarucú, pela pose de bailarina na escadaria, pelo banho de rio, pelo nado sincronizado, pela lama que rejuvenece, pela batatinha frita deliciosamente proibida...

E a Aspirante a Diva? Já viram uma? Xique gente... E essa é legítima!
Outro prêmio que esta viagem me deu: Haifa. Guarde esse nome. Em breve, uma Diva.

Eu, the future diva Haifa e a parceira Shaira antes do show

Sem falar no Bonde do Pirarucú e seu show "Aranha com Pimenta".
Este só quem viu saberá...

Tantas coisas ímpares, inesquecíveis...

Mas nada é grande comparado ao encontro nesta vida com 2 almas que seguramente já tiveram um karma comigo no passado... Arrebatadora, Maíse me conquistou por todos os lados. Mais furtivamente e discreta, a doce Shaira deixou sua marca.

Uma se tornou minha companheira, desfrutou segredos, fresh and legítima "Personal Samber". Mais nova amiga de infância. A outra que já era a "Deusa Guerreira", agora transformou-se na minha super-heroína favorita, a "Cabocla protetora". É, ela cuida de mim... :) Mas nas horas vagas também dança, luta, sobrevive, vira Isis e voa... além de amar o Sadim.

Minha Súper Heroína em ação

E o que tudo isso tem a ver com o tal divisor? A maior e mais rica lição deste encontro: ainda é possível uma dança de paz e de união. Sim, é possível.

Quando eu quase me deixei acreditar que a minha amada dança tinha se tornado um mercado não apenas competitivo mas, cheio de crueldade, arrogância, deslealdade, falsas amizades... Quando eu quase acreditava que o lema da troupe "Unidas pela dança" podia mesmo ser só um sonho infantil... Quando eu quase me convencia de que meus discursos por uma dança de paz eram mesmo só uma tolice de tagarela...

Vocês acenderam a luz. Arrancaram a cortina. Abriram a janela. E eu ví: sim, é possível.

Obrigada.
Do lugar mais puro de meu coração, obrigada.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Estilo? Todos, nenhum, ou melhor: o meu!

Recebi um email carinhoso de uma fã, que em determinado trecho dizia assim "... amo você e seu estilo único, diferente, alegre de dançar..." entre outras deliciosas delicadezas. Antes que o ego pudesse inflar, veio a lembrança de tempos não tão distantes, quando os comentários não eram bem assim. E parei para refletir.

Estilo. No dicionário: Maneira de dizer, escrever, pintar, esculpir. Excessivo apuro no dizer ou no escrever. Feição; carácter (de produções artísticas e do engenho). Uso, costume. Natureza, espécie, modo, maneira.

Nos idos de 80, na minha época "pós Shahrazad", estilo era algo que nem sequer comentávamos! Pensando bem... imaginem hoje aqueles movimentos "a La" camelos, papyros, faraós... Afff... Péssimo. Hoje só renderiam gargalhadas!

No começo dos 90 éramos apenas "essas malucas reboladeiras". Tinha estilo Najua, estilo Lulu, estilo Samira.
Eu que já começava minhas andanças com Suhaila Salimpur, descobria então o estilo "diferente disso tudo".

Mais pro fim da década as coisas mudaram; com muito orgulho aceitei o título de "Amani brasileira" e fui estudá-la já que diziam que éramos parecidas. Não acho. Nunca achei. Mas "me deram", não escolhí. Fico quieta. Agradeço. Sempre.

eu, na minha porção libanesa
Descobrí Samia Gamal entre outras deusas terrenas naquela época e aí sim me identifiquei - arabesques, giros... passei a usá-los. Sem medo de expressar meu lado bailarina clássica.
Fui taxada de "estilo esquisito" - título este que carreguei durante anos, de forma nada confortável, mas apoiada sempre naquilo que era e sempre foi a base de minha dança: minha alma. "Suheil dança esquisito". "Suheil mistura ballet". "Isso que Suheil faz não é dança do ventre". entre outros... Mas continuei na minha teimosia dançante.

Amadureci. Fiquei ainda mais teimosa. Apurei a minha loucura. Melhorei meus giros, meus arabesques, trouxe tudo que aprendí com outras técnicas de dança para esta minha amada arte.
Teria eu enlouquecido de vez? Bom, não devo estar só no planeta : Sahra Saeeda gostou de mim, principalmente do meu folclore no melhor estilo Reda (seria eu agora egipcia?) e me convidou pra gravar um video em Los Angeles. Fui, claro!

Eu agora era estilo egipcio.
Então a Amani em mim morreu?

eu, na minha porção egípcia

Assistí a mega shows de dança do ventre como nunca tivemos no nosso país até então... ví muita coisa nova, que pra mim, eu achava que era delírio meu... mas existia de fato. Em Hollywood, não faz mal! Hehe

Dancei na conquista das Superstars e ganhei! Provavelmente por este meu estilo "esquisito". Em 2004 , hoje quem cala a boca, na época criticava o trabalho de vanguarda do grupo. No final o mundo (ou quase todo ele) se rendeu as novas esquisitas.

De volta ao Brasil, Suheil se tornou então "estilo americano". Era assim que me anunciavam em shows ao lado das bailarinas KK, ditas as de estilo egipcio ou as bailarinas do Omar, as de estilo libanês.

eu, na minha porção americana

PERAÍ !!!! Então a egipcia em mim morreu? E nem me convidaram para o meu segundo funeral... Bom, daí pra frente fui estilo brasileiro (quando lá fora) e todas os rótulos e etiquetas que me estamparam. Para algumas, ainda A esquisita...

Viramos o século. Viva a argentina Saida, que comparada a mim, deixou o meu ballet do ventre pequeniniiiiinho... Umas amaram de cara, afinal os tempos são outros. Outras se renderam só quando era um ET quem a criticasse. Viva a hipocrisia! E assim evoluímos... Estamos em época de Randas Kamel em cada esquina, assim como outras passaram... muitos, inúmeros clones dançantes.

E foi então que aconteceu o FIEL de 2008, com a grande Raquia Hassam. Dançamos no show de abertura : Gada Kanam (Chile), Jade, Elis Pinheiro, Angeles, as melhores professoras da Luxor... e no dia sequinte antes de começar a primeira aula as 9 da matina, a mestra Raquia parou para umas palavras. Algo assim: "Não gostei do show de ontem! Ví diversas bailarinas, todas muito boas, mas todas dançando iguais. Não ví estilos, ví cópias. Os mesmos movimentos, tudo igual." E assim foi acabando em comentários com todas as beldades...

No intervalo, não me aguentei. Precisei ir até ela e pedir que me avaliasse de forma individual. Ela perguntou: "Quem era você ontem"? Respondí: "a de verde, a única de macacão segunda pele..." e ela então me interrompeu com um par de olhos arregalados, a face pra trás na nuca, uma surpresa impossível de esconder. Juro, ví a morte pra mim! Pensei: acabou aqui minha suposta carreira.

FIEL - "A única de macacão segunda pele..."

E foi então que ela soltou as inesquecíveis palavras: "I do liked you dancing! So much! Your are unique, you're not copying anyone. I see you dance, I see you can feel i t!! I can see your soul dancing... Wonderful." quase em transe, achando que delirava, pedi então que ela me fizesse uma crítica, algo que me fizesse crescer. Ela parou, coçou a testa, sorriu e me disse: " You want me to say something for you to grow? (risos...) Keep dancing with your soul." *

E assim, com cara de quem me ama, ela passou os 3 dias de aula me mandando piscadinhas, sorrisos... e disse para procurá-la se um dia eu fosse ao Egito. Ela cuidaria de mim.
AAAAAAAAAAAAAgora sim morri! Ela, a deusa viva, a diva, a mestra... gosta de mim!!!

Mestra Raquia - ela gosta de mim! ebaaaa

E desde então, desculpe a expressão xula, eu "liguei o foda-se".

Estilo? O meu! Aquele que faz meus olhos brilharem quando danço. Aquele que meu corpo decide sosinho usar conforme sente a música. Sem rótulos. Sem pretensões.

Moral da história? Garotas, parem de perder tempo e descubram a dança de onde ela realmente deve vir: de seu coração, de sua alma. Dance porque você é feliz! Dance poque você quer, porque você pode! O resto? É tudo bobagem.

eu e o meu prazer em dançar pra mim mesma...


*
traducão: "Eu realmente gostei de você dançando! Muito! Você é única, você não está copiando ninguém. Eu vejo sua dança, eu vejo que você a sente!! Eu posso ver a sua alma dançando... Maravilhosa." (...) " Você quer que eu diga algo para você crescer? (risos...) Continue dançando com a sua alma."


domingo, 31 de janeiro de 2010

Suheil at New York in Bellydance fusion "Brasileirinho"

Enquanto não faço uma "reportagem completa" (rs...) dos bastidores do Bellydance Evolution, envio aqui ao menos o show no Je'Bom, com a apresentação do "brasileirinho" que eu havia prometido.

Valeu a força galera!

Bjkas de Nova York

Suheil

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