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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Programinha pra domingo

Está querendo um programinha light e gostoso pra este domingo? Simbóra pra Moema, no café Aman.

Sob produção da bailarina Cristina Antoniades, as "Danças do Oriente" é um programa de apresentações de dança, que visa valorizar a Arte e quem dela faz o seu cotidiano - nós, bailarinas!

A noite começa com um "mostra de dança" composta de novos talentos e grupos de dança que estão alí para mostrar seu trabalho. As 20h30 começa a Gala, que fica por conta das 05 bailarinas escaladas.

Para dia 19 de agosto estamos juntas: eu, minha amiga linda Rhazi Manat, a gravidíssima Michele Nahid, o novo talento Natasha Zohar e a tribal que eu amo (sim, quem me conhece sabe que não sou lá grande fã do estilo - mas desta eu gosto!), a "mulé sem osso", Rebeca Piñero.

Fica aqui o convite, vou AMAR a presença de pessoas queridas!

Segue e o cartaz com as informações.


Você também pode ler mais sobre o evento AQUI e AQUI !!

Vejo vocês domingo!

Bjks,
Suheil

;)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Glossário da Dança do Ventre - A nomenclatura técnica para esta arte milenar



Foram ANOS de estudo e pesquisa em diversas regiões e até países distintos, muita conversa entre colegas professoras, muitas adaptações e traduções e muito esforço entusiástico até chegar a este resultado...

Espero poder contribuir de forma positiva com esta arte a qual dediquei minha vida!

É para você bailarina, professora ou estudante, amadora ou profissional, que abro as páginas deste trabalho com toda minha dedicação. Espero que assim você também o receba: com mente e coração abertos.

Dentro de alguns dias, você poderá baixar gratuitamente todo este conteúdo, com prefácio da mestra Lulu Brasil e junto participar de algumas celebrações deste lançamento que já estão sendo agendadas.


GLOSSÁRIO DA DANÇA DO VENTRE 
                                      - A nomenclatura técnica para esta arte milenar -











Por favor compartilhe esta informação! 
Esta obra têm o intuito único de nos unir numa mesma linguagem.


"...com toda minha paixão,
meu tempo e
meu suor
pra quem ama como eu."


Suheil



*Trabalho registrado no Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional - 

Escritório de direitos autorais.






;)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Shaabi, eleito o novo tema (polêmica) por aqui!



Na correria deste início de ano, pedi que escrevessem o que vocês gostariam de ler por aqui. A maioria que me escreveu pediu sobre Shaabi, tema que vem gerando confusões danadas!  É... parece mesmo que este espaço vai de novo gerar polêmica. E lá vou eu puxar a corda! Rs... Vou tentar buscar um outro ângulo que não aquele que muita gente já escreveu por aí na net, senão serei redundante, certo? 


Então vamos lá. Afinal, é abrindo espaço para discussão que todas crescemos.


Como tudo que envolve uma cultura que não é a minha, vou procurar citar algumas fontes de estudo, pois esta polêmica na verdade também me perseguia até ano passado, eterna aprendiz que sou, quando exausta do "diz que me diz", resolvi aprofundar meus estudos no setor.


Minha pseudo-segurança veio somente com as palavras mega confiáveis do mestre egípcio Gamal Seif, umas das melhores aulas de dança que fiz em minha vida (de Om Koulsoum a Mouwachahat), por indicação de Lulu Sabongi, a quem só agradeço por ter me feito gastar tão bem o meu dindin.


Mas vamos do começo:


Origem literal da palavra Shaabi (Sha'bi) em árabe egípcio: Das pessoas comuns.


O mestre egípcio El Hosseny  em seu workshop explicou que a dança Shaabi é o estilo de dança cotidiana dos centros urbanos.  Shaabi é a dança folclórica das grandes cidades. Rindo, ele complementa: "aquela música que os motoristas de microônibus gostam de ouvir muito alto". 
Até aqui, eu também achava que Shaabi era então apenas uma manifestação mais contemporânea do baladi, com músicas mais modernas, divertidas, que pediam uma interpretação mais teatral, condizente principalmente com a letra da música. Esse vídeo foi fonte dos meus primeiros estudos:



Daí pra frente foi um longo percurso... Me deparei com conceitos que eu colocaria quase como descritivos. Exs.:
- "Sahaabi não tem refinamento"
- "As músicas falam desde amor até problemas políticos"
- "A mistura de instrumentos antigos e modernos caracterizam a música Shaabi"
- "Shaabi é o nosso "brega" do Egito"
- "Shaabi é um rótulo para o baladi da periferia"
e assim segue a carruagem...


Tem uma música que eu AMO e me divirto tanto que virou o toque do meu celular, mas que ao tocar, basta o jegue gritando no começo, para que EU PARTICULARMENTE não a dance em público (mas na sala de casa, confesso, me acabo!). Dêem uma olhada:


Foi então que mestre Gamal Seif veio ao Brasil e entre outros cursos, deu uma palestra sobre o tema no Rio de Janeiro. Detalhe: palestra esta para a qual foram convidadas APENAS profiissionais e professoras da área.
Palestra? Por que não workshop? Porque segundo ele mesmo, "Shaabi não é algo que bailarinas devam levar para o palco."
Foi questionado então, se Shaabi seria o "funk da dança do ventre"? E a resposta foi SIM. 
Isso já gerou uma confusão danada!
Vamos abrir um parêntese aqui, lembrando que nem todo funk é cheio de palavrões, baixarias e afins. A origem (e status aqui) do funk é a música da periferia, a manifestação popular, sem riqueza musical ou refinamento mesmo. A música do baile popular.



Depois disso, outro de meus mestres, de outro continente, o argentino Amir Thaleb, que adooooooora um Shabii (ele termina as aulas profissionais na escola dele em Buenos Aires sempre dançando junto com a gente), veio ao Brasil e fez outra associação, com o brega mesmo, tipo Reginaldo Rossi.


Outro professor egípcio, com quem estudei em 2010, Mohamed Shahin, aplica coreografia no estilo, mas me lembro na época que TODAS comentamos e saímos muito confusas de suas aulas, devido a enorme semelhança com o baladi. E ele não explicou...


Eu particularmente me encantei com a alegria e a diversão que dançar Shaabi pode trazer para um grupo em fim de aula, para uma festa fechada de alunas, uma confraternização, qualquer coisa que tenha como princípio, a diversão. Mas concordo com Gamal; EU, particularmente, não estou preparada pra subir no palco e dançar assim em público. Numa festa pode ser, quem me conhece sabe do meu lado "palhaça", ainda mais se estiver rolando um bom vinho pra soltar as amarras... Rs... Quem atira a primeira pedra?
Separei alguns videos  e espero que VOCÊS me digam então. E ai? A dança Shaabi (não o conceito (!) pois esse sim deve ser estudado!) é tema de estudo em workshop? Vamos levar Shaabi pro palco? O que vocês têm pra contribuir aqui?


Será que é por isso que Gamal disse "Shaabi não é algo que bailarinas devam levar para o palco"?


Será esta uma forma mais condizente de representar o Shaabi no palco?

Bom,  eu vejo por aí muuuuuitas bailarinas dançando baladi e dizendo ser Shaabi. Até a música distorcida. E me lembro também quando no Brasil começamos a estudar Hagalla, onde pessoalmente presenciei a ministrante e seus  bailarinos com roupas de Dabke se apresentando em workshops, que acabaram por difundir toda uma cultura de forma errada e que levou ANOS para ser corrigida.


O único texto que realmente achei sério nos blogs da vida, é este aqui, da Roberta Salgueiro, que já foi inclusive citado em outros blogs.

Uma bailarina que tenho MUITO respeito por suas pesquisas constantes direto na Terrinha, é a linda Jade, que AO MEU VER, demonstra aqui uma forma de dançar Shaabi mais legítima, mais autêntica e condizente com a proposta, SEM uso de Galabeya, apenas curtindo o ESTILO e dando vazão a sua interpretação pessoal, como bailarina que é, dentro de seu traje de dança. Lembrando que ela fala árabe fluente, reparem e naturalidade com que ela canta a música além de interpreta-la. Desculpe, mas isso de forma fake seria no mínimo ridículo! Não tente fazer em público se você não fala árabe...


Estou longe, muito longe se ser especialista no assunto, mas meu bom senso ainda não me permite discordar dos meus Mestres, principalmente dos egípcios. Não, eu não falo árabe.


E ai bailarinada? Vamos discutir? (com ética e boa educação, please!)

Bjks de Luz,
Suheil


*lembrando que este mesmo mestre Gamal Seif, defende que não usemos o nome "dança do ventre" que diminui, quase "denigre" a nossa dança. Foi ele também que mandou TODAS as bailarinas estudarem ballet para complementar seus estudos, dar postura e elegância entre outros benefícios (post aqui). Sim, e ele é O mestre egípcio.


;)


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Polemizando - Corpo de baile em Dança do Ventre


Bom, para não perder o hábito, vou dar uma polemizada por aqui. O assunto (título) em questão ficou bastante encasquetado na minha cabeça desde o último festival Shimmie e então hoje, segunda-feira padrão, resolvi desencasquetar, tirar as "agarras da língua". 

Sabendo que as polêmicas parecem ser a maior audiência em qualquer blog, vou logo criando então este novo Tag aqui no Blog, o "Polemizando". Você pode até dizer que estou ficando uma velha ranzinza, mas eu confesso: ultimamente tem muito tema que eu acho que vai caber como uma luva nesse Tag. E também têm outros posts mais antigos que poderiam entrar aqui...

Voltando. Foco. Sabe, tenho certa "embrulhez estomacal" com essa coisa de "o primeiro disso, o primeiro daquilo". Desde quando pioneirismo é sinônimo de alta qualidade? Aff, calma bailarinada! 


Quando alguém faz tal afirmação, pressupõe-se que a anunciante fez o seu dever de casa, consultando a veracidade de seus dizeres. Não? Ah, tá! Mas deveria. Porque daí você, que não é surdo, escuta um absurdo. O que você deve fazer então? 
Ficar quieta em prol da educação? 
Não falar nada para não se pseudo-indispor com outra colega? 
Ou dizer "não é não" e provar? 


Espero não estar sendo deselegante, mas já que polêmicas existem... tá aí mais uma! Rs...


O Corpo de Baile para dança do ventre está muito longe de ser um lançamento atual (anunciado "o do" e "no" festival Shimmie como o "primeiro corpo de baile de dança do ventre do Brasil") ... 


A não ser que voltemos no tempo, no mínimo para o ano de 2001, onde vos apresento uma peça chamada "A Sucessora". 


A peça "A Sucessora" criada em 2001 para o Mapa Cultural Paulista



E que fique bem claro desde já que não estou dizendo que o meu corpo de baile foi o primeiro! Mas, honestamente, não sei se existiu outro antes! Nunca tinha pensado nisso até então. Mas... se o paletó for meu, então eu vou vesti-lo na boa, né ué?!
















Quatro momentos do Corpo de Baile em ação

"A Sucessora" foi uma peça criada em 2001, especialmente concebida para o Mapa Cultural Paulista. A história escrita em detalhes teatrais. A narração inicial, a edição musical (10 anos atrás gentemmmm!), os figurinos, o cenário... Tudo pensado para uma apresentação a altura da que necessita, ou clama, um teatro do tamanho do Auditório Claudio Santoro aonde se realizariam diversas das apresentações. 



Tahia Fathiem interpreta a Deusa do Ar

A história claro, falava em Grande Mãe (aliás interpretada pela amada Nori - in memorian), Deusas, Sacerdotizas, O Lado Negro e tinha direito até a Fada!  
Foram utilizados diversos elementos cênicos, de vasos a uma liteira, com direito ao Trono da Grande Mãe, um tecido de 8 metros onde por detrás o corpo de baile executava diversas sombras... entre outras "inovações da época".

Dahab interpreta a Deusa da Água e entra em cena na sua liteira

A Sucessora dança com a Deusa do Ar - no fundo, corpo de baile interage com sombras

Infelizmente na época não tínhamos recursos tecnológicos acessíveis como hoje, restando como registro apenas algumas fotos. A filmagem, feita quase um ano depois, foi num palco pequeno e sem os recursos adequados para apresentação da peça, como iluminação, entradas laterais, etc... Pelo tamanho do palco, o corpo de baile também foi reduzido para apenas 05 integrantes. Feliz ou infelizmente, é a única filmagem existente.


A Sucessora

Cena final: Grande Mãe cede o trono para a Sucessora



A saber: O Suheil Dance Co. sempre trabalhou com as definições de primeira bailarina, solistas, convidadas de honra, suplentes e corpo de baile em sua formação, sendo o corpo de baile atuante e responsável cenicamente como em qualquer outra cia de dança clássica, de onde aliás, veio esta sua formatação.


Primeiro elenco oficial em 2001, diversas vezes modificado depois.

Curtam a filmagem meio esverdeada pelo tempo, mas aí presente para mostrar que certas idéias não cabem pioneiros, pois pertencem a dança desde que a dança existe! 
(Porém se cabem, que sejam os primeiros de verdade!)





E como diria meu querido Chacrinha, nada se cria, tudo se copia!!!!

Beijokas a todos!
Suheil

;)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Festival Mozaico - Gamal e Khaled Seif, meus novos super heróis


Para quem não estava antenado ou para quem esteve lá...

Esta semana que passou aconteceu o Festival Mozaico, organizado pela mega mestra Lulu Sabongi em seu espaço, o Shangrilá House.

Diferente dos últimos festivais que tenho frequentado, o número de alunas por aula foi limitado, o que permitiu um aprendizado de qualidade muito sup
erior! Era possível obter correções e observações individuais, além claro de estar muito mais próxima aos professores, o que de imediato já faz toda a diferença.


Tive a oportunidade de estudar Mouwashahat com Khaled Seif e confesso: diferente sim de todos os outros mestres com quem estudei esta modalidade da qual me tornei totalmente adepta e adicta. A leitura que ele deu aos movimentos foi única e completamente engrandecedora. Me deixou muito mais livre para continuar criando neste estilo e sabendo como valorizar cada momento musical único com muito mais criatividade - sorte enorme das cariocas que farão workshop neste tema comigo semana que vem! Estou remodelando tudo! rs... - A palavra de ordem alí, muito mais que técnica, foi ALMA. E Mouwashahat de fato toca minha alma... Valeu cada centavo e cada segundo investido!
Nasceu ali o meu mais novo super herói.

Meu novo super herói, Khaled Seif

Depois foi a vez de estudar Om Khoulsoum com Gamal Seif. Confesso que sempre tive dificuldades com as músicas dela, talvez justamente porque não me tocavam a alma tão profundamente. O maior dos lucros? Acho que depois de minha passagem por Gamal, consegui descobrir em algum lugar de minha alma, um "espírito Khoulsoum" adormecido.
Difícil despertá-lo, mas aconteceu! Sem falar num certo respeito, muito maior, que adquiri para as futuras interpretações neste, digamos, estilo.

Gamal exige primor técnico, exige leitura musical apurada, no ritmo, na melodia, na voz. Nada passa desapercebido. Detalhes que fazem a diferença são observados e exigidos da aluna atenta. Concentração em grau extremo para absorver tanta informação que ele consegue transmitir de forma tão generosa! Um aprendizado sem fronteiras, sem tamanho, sem medida.
Voltei pra casa com as emoções a flor da pele, como há muito não acontecia.

Meu novo super herói, Gamal Seif

O que achei realmente incrível e de extrema identificação, foi algo que eu não estava ali para buscar, mas aconteceu! Diz respeito a essa "babaquisse" que se instalou numa ridícula (desculpe, mas é o termo!) campanha contra o ballet na dança do ventre.

Não vou entrar nesse detalhe, porque o buraco ao meu ver é bem mais embaixo e na verdade me parece que ninguém nem está falando a mesma língua nessas discussões virtuais e também nem estão querendo se entender... Querem mesmo é polemizar! Então...

Vou relatar o que ELES, egípcios, disseram sem nem mesmo saber do que por estas terras tupiniquins andam falando a respeito.

1- "Não falem dançarinas do ventre! Nós egipcios não gostamos, não respeitamos isso. Vocês são bailarinas orientais! " - daí fez uma postura bem torta, estufou a barriga para fora de forma absurdamente cômica e disse: "Isso é uma dançarina do ventre". Depois encolheu a barriga, subiu o peito, colocou-se elegantemente e com o nariz arrebitado disse "Isto é uma bailarina Oriental. E vocês são bailarinas!"

2- Começou a aula perguntando: "Alguém aqui já estudou ballet?". E acrescentou: "O ballet é o pai de todas as danças. Do moderno, do jazz, da dança de salão, do hip hop... e também da dança do ventre. Estudar ballet é fundamental para se ter qualidade em dança oriental."
Dado o recado.

Bom, acho que por hoje basta!

Você perdeu o Festival Mozaico? Chore. Chore muito!
Porque perdeu junto a maravilhosa oportunidade de estar ao lado de grandes nomes da dança e de aprender muito com eles!

Mas tudo bem... respire fundo e organize-se!
Lulu promete que ano que vem tem mais!!

Aliás, como último comentário deste post fica aqui o "Mega Super Obrigada" para a Lulu, que nos proporcionou este evento de altíssima qualidade, escolhendo a dedo 2 profissionais estrangeiros únicos (sem falar nas colegas do Shangrilá, claro!).

E agradeço também a confiança que me depositou me dando a chance de ter uma "palhinha" como tradutora do Gamal, o que acabou de alguma forma me aproximando um pouco mais deste grande mestre. Foi um prazer e uma honra!

Com Lulu (super heroína desde sempre).
Exemplo de profissionalismo, de mestra, uma pessoa muito amada e agora também, parceira.

Aliás, para quem ainda não sabe estou agora na "Equipe Shangrilá", ministrando aulas nesta "minha nova casa" todas as 4ªfeiras.
Poder estar no espaço da Lulu está sendo uma parte deliciosa deste meu retorno a Sampa depois de tantos anos fora. Mas isso será assunto de um outro post...

;)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Minha nova Diva - Yael


Muita gente me pergunta "Suheil, quem você estuda?".

Confesso que não sou fiel a nenhuma bailarina em especial, estudo todas e tudo, até mesmo aquilo que não gosto, no intuito de não fazê-lo; sim, aprendo muito também com o que pessoalmente considero "ruim" (gosto não se discute, ok?).

Das bailarinas da antiguidade nenhuma passa desapercebida por mim... e por todas as minhas colegas, creio eu! Rs... Então vou pular essa parte!

Mas e hoje, na atualidade, quem me encanta?

Eu particularmente AMO a Saida, até porque há anos atrás quando pouca gente usava sequências de arabesques, contratempos e grand battements na dança (e eu já o fazia desde que me conheço bailarina), quando as Superstars nem eram tão famosas no Brasil (era 2004 quando eu estava em Los Angeles e faturei a competição) e embora sejamos totalmente distintas em estilo, corpo e tudo o mais, tivemos uma identificação muito grande com a dança.

Mas ela era até então a minha ÚNICA bailarina argentina para quem eu "tiro o chapéu". Sim, eu disse ERA.

Bom, ano passado no Festival de Amir Thaleb, para o qual tive a honra de ser convidada para o "Super Gala Show", encontrei uma bailarina que me deixou encantada, apaixonada, deslumbrada e seiláoquemaisada...

Diferente de muitas argentinas que querendo ou não acabaram sendo classificadas como "Saida Clones" ou que querendo ser diferentes acabaram por criar uma interpretação corporal dos movimentos exagerada demais e uma leitura musical muitas vezes questionável... Essa moça além de originalíssima e talentosa, me proporcionou uma daquelas aulas que há muito tempo não me dava aquele T...ão mesmo!

A rapariga é o máximo. Fiquei enlouquecida com sua aula - não apenas eu! A moçoila em questão foi literalmente ovacionada no meio da aula, por apenas mais de 1000 alunas que estavam ali comigo, ao apresentar sequências coreográficas completamente originais e com uma força, simultâneamente delicada, uma expressão corporal única. Deu até dó da bichinha chorando de emoção no palco, com a atitude inesperada das alunas...

Sim, esta é minha nova Diva Pessoal e o nome dela é YAEL.

Num raro momento meu de tietagem, não resisti e fui pedir uma foto!
Precisava ficar pertinho dessa fofíssima miniatura de gente, bailarina gigante!

Ela é 1ª bailarina da Cia. e professora na escola do Amir Thaleb, e este ano (fui convidada de novo pro festival, uhu!) pretendo chegar uns dias antes, ou ficar uns dias depois, para poder fazer aulas com ela mais de pertinho, lá na linda escola do Amir - tarefa esta que ano passado as bailarinas que levei comigo para a abertura de meu show (Jalilah e Camila, espuletas!) não me deixaram realizar ; sim, como turistas loucas em Buenos Aires fomos passear, comer alfajores, tomar vinho (com direito a uma palhinha minha no tango com um bailarino local no Caminito que a danada da Jalilah filmou) e fazer compras - coisas que depois de 5 dias de festival das 9 da matina as 2 da madrugada direto em todas as aulas e shows, digamos, estávamos mesmo precisando!

Então está respondido! Yael é minha inspiração atual.
Procurei alguns videos dela na net e não achei muita coisa que demonstre de fato sua grandiosidade ao vivo... Mas, espero que curtam!




Aqui está um pouco longe, mas mostra a grandiosidade de sua presença cênica



Haja elegância...






Criativa e interpretativa...



E aqui num moderninho básico, porque nem só de Raqs Sahrqui se contrói uma bailarina...


;)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

2ºencontro CFPDV no RJ

O Curso de Formação de Professoras pelo meu método acadêmico este ano está sendo ministrado no Rio de Janeiro. Para minha surpresa a turma desde o início está incrível, super unida!

Embora as bailarinas venham não apenas do Rio, mas de Niterói, Cachoeira de Macacu, Campos de Goitacazes e até de Brasília, parece que este grupo se conhece há anos! Energia super positiva!

Em sendo assim, claro, não faltam farras nas horas vagas, principalmente com uma organizadora pra lá de "encantadoramente palhaça" e cheia de biscoitinhos, suquinhos, bombons... um escândalo! Sem falar na "dança da Deusa do véu" oferecida por ela no intervalo - só quem viu pode contar... Amém.

A Up Dance Studio que promove o evento é um luxo!
Invadimos a sala de pole dance e claro, a farra rolou solta!

Alguns momentos do nosso 2º encontro dias 30 de abril e 01 de maio foram mixados num pequeno videoclipe abaixo. Daí a gente imagina o que vai rolar até o fim do ano! Jesuismariajosé, nos proteja de nós mesmas! Rs...

Ok pituchas Kariocas... até dia 14!

Bjkas com amor,
Tia Suh



obs.: não coloquei nossa foto porque na primeira faltou Diana e Nawar e na segunda faltou a Fê... fica pro próximo post!

;)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sobre estilos... dançando Aziza

Estava aqui filosofando...

Enquanto somos estudantes, tudo o que fazemos é motivo de elogio, por pior que seja, afinal estamos em crescimento, tudo é perdoável e aprendível. (existe essa palavra? rs...). Super natural optar por dançar aquela coreografia do dvd tal, de fulana. Afinal, comprei, estudei, evoluí... mas ainda não consigo "coreografar" sosinha. Tudo certo!

Daí nos tornamos profissionais. No início fatalmente acabamos pegando pra nós o estilo de outra bailarina, seja em trejeitos, na cópia de passos que consideramos estilosos, ou mesmo simplesmente porque sabemos que "seguindo a mestra", nossa chance de errar diminui.

Leva então algum tempo (bastante!) pra que a gente passe a usar aqueles movimentos que gostamos da nossa própria maneira, da forma como ele melhor se encaixa em nosso corpo, adaptando-os com nossa criatividade, seguindo a nossa opinião própria.
E aqui começam as severas críticas, pois é claro, você NUNCA irá agradar a todos.

Mas, do outro lado da balança... é aí que nasce o seu verdadeiro estilo!

Você então tem duas opções:
1- assumir este estilo como a sua dança e ir fundo naquilo que você acredita...
2- ou continuar eternamente sendo clone das sazonais bailarinas famosas, mudando aqui e ali conforme a moda atual.

Mas se a 2ª for a sua opção, por favor, não me venha daqui alguns anos perguntar: me dediquei tanto, porque nunca consegui "chegar lá"?
- Vou te responder agora!

Porque ninguém "chega lá" sendo cópia de alguém, nem mesmo que seja uma divertida colagem de diversas bailarinas...

Dança é arte. E arte não deve ter padrão! (ou ao menos não deveria...)

Eu, particularmente, quando assisto espetáculos de uma determinada casa e suas bailarinas padrão, fico feliz pelas primeiras que entram no palco - terão minha total atenção!
Da 3ª ou 4ª em diante... ai , que tédio! Me controlo pra não começar a conversar.
O mesmo movimento, no mesmo momento musical, com a mesma intensidade, com a mesma finalização. O mesmo trejeito só muda a face. A mesma dança só muda de corpo. Que pobreza...
E não é por falta de boa bailarina, pois elas tem técnica e são lindas.
Mas lhe faltam o que EU enxergo como essencial: ALMA de bailarina.

Quando você dança, sua dança é carregada de emoções, emoções estas que são SUAS, que dizem respeito a SUA história de vida. Impossível ser igual a de outra pessoa...

Vamos refletir um pouco sobre isso?
Estamos a beira de diversos concursos e competições de dança. Em diversos deles sou jurada. Daí você pergunta: o que agrada uma jurada?

Pode ter certeza que estamos atentas , sempre, a premiar não aquela que numa única coreografia imita todas as suas professoras mostrando que tem estudo... não basta!

Vamos premiar aquela que simplesmente emociona a todos ao dançar.
Aquela que quando entra no palco, está tão envolvida no que faz, que parece dizer a nós jurados "tô nem aí com você!" - porque esta sim, nasceu com personalidade para ser uma estrela!

ok... vou exemplificar o post de hoje com alguns vídeos que ao meu ver, conseguem mostrar BEM o que é ter estilo próprio, ao interpretar a mesma música: Aziza

Veja bem! Não estamos comparando quem é a melhor, PLEASE! Não é esta a proposta! É exatamente o oposto! Quero que vocês percebam como cada estilo pode tocar você de forma diferente - gostar ou não é só um detalhe, uma questão de dia, de momento, de humor, totalmente mutável...

Espero que curtam!
Se quiserem deixar seus comentários, será enriquecedor!


1ª - Naima Akef , que dispensa maiores comentários...




2ª - Aqui, a grande mestra Lulu em seu tão imitado estilo



3ª - A bela e competente Renata Lobo



4ª - Não poderia faltar uma russa : Yassmin




5ª - Nem poderia faltar uma turca




6ª - E eu, claro, dando minha cara a tapa pra vocês...




Bom...
Para que você agora possa criar a SUA versão de Aziza...

Uma última inspiração:
mix de bailarinas da Golden Era como Naima Akef, Samia Gamal, Taheia Carioka, Souher Zaki, Nagowa Foad e outras...


Aguardo seus comentários!
;)


Errata: A bailarina que coloquei como exemplo de turca, é na verdade a italiana Alessandra D'ambra - a música é que é cantada pela turca Hilal Cebeci ! Desculpem minha confusão, estava buscando estilos e a fonte que era apenas referência acabou sendo errada. Obrigada Malikat pela correção de forma super ética e muito bem vinda! - Malikat é a responsável pelos grupos de estudo linkados na lateral deste blog.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Salomé...

Em proximidades de Páscoa, a personagem Salomé por mim encarnada tantos anos consecutivos na Paixão de Cristo, chega a deixar saudade.

Passei este bastão em 2007 para a encantadora bailarina Jalilah El Suheil (sou suspeita, mas ela é sim encantadora!) que vem desempenhando muito bem o papel desde então.
Não bastasse o saudosismo... devo ter atraído o tema!

Recebi hoje um email super carinhoso de uma querida admiradora de meu trabalho (quando falo fã me lascam!) me pedindo dicas coreográficas para a sua estréia neste papel em sua cidade.

Decidi então, em sua homenagem, postar aqui o que encontrei nos meus acervos pessoais que talvez possam servir, modestamente, de inspiração a alguma nova Salomé encarnada... Não é muita coisa, pois infelismente não tínhamos ainda na época os adoráveis iphones, câmeras digitais e afins tão acessíveis hoje em dia...

Salomé em 2003 - participação de alunas/bailarinas locais (no chão)

A direção do espetáculo foi durante 18 anos de Bado Todao, que em 2005 escolheu o tema musical, presente nos vídeos, de Mestre Ambrósio para a Salomé.

Na época Salomé ganhou um palco (de 5 intinerantes) só para sua cena e no ano seguinte a inovação de um palco bem de frente a barra do rio, emoção intensa e inesquecível pra quem encenou...

Até esta data eu havia escolhido para a personagem (que eu me lembre!) as músicas de Om Koulsoum que acho sedutoramente encantadoras como Amal Hayati e Lialaet Hobi numa versão com saxofone... Depois passei para El Ard, numa versão de um cd antigo do Tony (vol 8, acho!).

Mas tenho uma confissão a fazer: sempre que dancei Salomé, foram improvisações, nunca coreografei de fato uma Salomé. Encorporava a personagem e deixava fluir... Claro que o desempenho acaba não sendo o mesmo, mas...

... "a viajem" seguramente vale muito mais a pena! Talvez seja esse o melhor conselho que eu possa dar...

Espero que curtam!

A festa no palácio. Salomé na Paixão de Cristo 2005



De frente a barra do rio, de cara pro vento do mar... em 2006


;)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Folclore. Dançar ou não dançar? Novidade ou só mais uma esquisitisse?

Venho hoje pedir a opinião das queridas seguidoras deste meu humilde blog.

O vídeo abaixo é um resumo da minha participação no show Jalilah Raks 2010, que aconteceu em dezembro passado.

A pedido da contratante, a competentíssima bailarina e professora Jalilah, levei ao palco além de uma clássica, 2 folclores: Haggala, que havia sido tema de workshops ministrado poucos meses antes e um Raqs Assaya com 2 bastões, visto que este era o tema solicitado para o workshop do dia seguinte.

Para as meninas que fizeram (e ainda fariam) os works de folclore, foi um sucesso. Muitos elogios, alegria em assistir algo que muitas desconheciam, enfim, tiro certeiro.

A platéia composta em sua maioria por amigos e familiares das alunas e poucos desconhecidos admiradores locais, parece ter gostado - é pelos aplausos que eu costumo medir a aceitação de uma performance...

Mas aí vêm os pseudo-críticos de plantão. Eles sempre aparecem!
Não me refiro a críticas construtivas, pois estas são bem vindas sempre!

Refiro-me a críticas do tipo: "Esse Haggala foi nada a ver, a platéia não entendeu nada! Tinha um libanês lá que ficou abismado!" - tinha que ficar mesmo, porque a Líbia faz divisa com o Egito perto de Marsa Matruh, berço do Haggalla... e o Líbano é do outro lado!

Ou ainda: "Credo, a Suheil ficou imitando o Tito!" - não, minha inspiração é e continua sendo, desde os últimos 23 anos, Fifi Abdo. Não acho que eu tenha a capacidade de imitá-la. Meu bom senso não permite. E tenho espelho em casa, claro! Homenageá-la sim, cabe na minha modéstia faculdade. Faço sempre. Amo. Então me faz um favor? Se vai dizer que imitei, ao menos acerte o alvo da acusação. Vai estudar né, criatura?!


Para comentários levianos do tipo "fulana está assim, assado,..." , recomendo e pratico a "ignorabilização imediata". Já ouviu falar ? Vamos mulheres cheinhas, a dança também vos pertence!!!

Pois é... que o veneno anda solto por aí de mãos dadas com a maldade humana... não é de hoje, todo mundo sabe. Mas também tem muita gente competente ajudando a crescer no caminho.

Como definir as críticas? Em quais delas acreditar? Como não se tornar arrogante perante tantas leviandades proferidas? Qual é o floral que a gente toma pra não esganar umas criaturas assim? Iiiiiiii... Tudo isso dá um bolão!


Primeiro chute, começo de jogo:
O que quero disso hoje é a resposta para o que há de positivo neste fato (o lado que de fato interessa!). Por favor respondam:

- Afinal, dançar folclore em eventos de fim de ano das escolas e similares, mesmo sabendo que muitos na platéia não sabem do que se trata, vale a pena??
- A platéia leiga consegue distinguir se é uma novidade (oba!) ou só mais uma de nossas esquisitisses?
- Você é a favor ou contra esta propagação cultural nestes espetáculos? Se contra, aonde então devemos apresentá-los?

OPAAAA! É claro que antes anuncia-se um pequeno release da modalidade ou distribui-se um programa escrito, isso é prache né professoras? Rs... Please, vamos além disso...

O vídeo: clássica, haggala e said



Bjks e obrigada por deixar seu comentário!
;)

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