quarta-feira, 28 de março de 2012

Glossário da Dança do Ventre - A nomenclatura técnica para esta arte milenar



Foram ANOS de estudo e pesquisa em diversas regiões e até países distintos, muita conversa entre colegas professoras, muitas adaptações e traduções e muito esforço entusiástico até chegar a este resultado...

Espero poder contribuir de forma positiva com esta arte a qual dediquei minha vida!

É para você bailarina, professora ou estudante, amadora ou profissional, que abro as páginas deste trabalho com toda minha dedicação. Espero que assim você também o receba: com mente e coração abertos.

Dentro de alguns dias, você poderá baixar gratuitamente todo este conteúdo, com prefácio da mestra Lulu Brasil e junto participar de algumas celebrações deste lançamento que já estão sendo agendadas.


GLOSSÁRIO DA DANÇA DO VENTRE 
                                      - A nomenclatura técnica para esta arte milenar -











Por favor compartilhe esta informação! 
Esta obra têm o intuito único de nos unir numa mesma linguagem.


"...com toda minha paixão,
meu tempo e
meu suor
pra quem ama como eu."


Suheil



*Trabalho registrado no Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional - 

Escritório de direitos autorais.






;)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Celebrando - Festa Selo Suheil

Esta festa, dia 04 de março deste ano,  foi a união, a celebração do encerramento do Curso de Professoras realizado no Rio de Janeiro 2011 e também a apresentação final das bailarinas que se submeteram ao exame do "Selo Suheil de Reconhecimento em Dança".
Sim, tudo junto misturado, como dizem!

Eu estava devendo esta postagem, mas vou logo adiantando que como a filmagem ficou super escura devido a luz natural que entrava pelas laterias do espaço, eu demorei a beça pra montar o videoclipe e ele não, não ficou bom! rs... Mas não poderia deixar passar em branco um momento tão especial!

O público presente foi totalmente VIP! Somente convidados das participantes estavam presentes, não foram vendidos ingressos para o público. As meninas preferiram fazer uma festa fechada, mais íntima, para celebrar este momento.

O resultado foi uma festa linda, pra lá de emocionante, com direito a muito choro, muito abraço, muito amor e acima de tudo, muita, muita união!!! Uma união que está difícil da gente encontrar nos dias de hoje dentro do contexto "bellyworld" ...

Das 12 bailarinas que iniciaram o curso no começo do ano de 2011, nosso saldo final até que foi bem positivo! Uma, infelismente nos deixou por problemas familiares. Duas não concluiram a prova do selo nem o credenciamento mas foram até o fim no curso e seu árduo estudo didático de 70h/aulas e uma delas ainda se matriculou no curso de formação de bailarinas deste ano, provando que este ainda não é o final pra ela...

Duas não credenciaram (ainda!), mas estão concluindo as etapas a seu tempo, com um pouco de atraso.

Tivemos a grande surpresa de umas das "café com leite" - como eu chamo as meninas que não tem o tempo mínimo de dança para o curso mas mesmo assim querem participar estudando - ter tido uma evolução tão absurda, não tenho outra palavra para descrevê-la, que acabou sendo aprovada no exame!

Uma já era "bailarina selada" e agora é também professora credenciada. E mais 05 bailarinas que, além de aprovadas e reconhecidas pelo Selo Suheil, acabaram recebendo também o convite para o credenciamento do método acadêmico e, aceitaram!!!

Para entender: ao término do curso as alunas precisam apresentar um TCC que contém desde a história da dança até a biomecânica dos movimentos contidos nos 3 primeiros anos de aula pelo método. A nota mínima de aprovação é 6,0 (seis) mas para o convite de credenciamento, que não é vendido como em outro método existente no mercado, só são convocadas as alunas que atingiram nota mínima 8,0 (oito).

Nunca este curso, existente e formatado oficialmente desde 2005, houve um nível tão alto de aprovação.

PARABÉNS BAILARINAS, VOCÊS MOSTRARAM UMA COMPETÊNCIA ÍMPAR!!

Isso sem falar na união deste grupo, objeto quase invejável!

Oração, união e muita energia positiva! Yalla!

Pessoalmente acho que nunca me senti tão amada! Rs... Como demonstração de carinho, ganhei não apenas flôres, presente e um amasso coletivo com direito a gritinhos de "Tia Suh, Tia Suh..." que quase arrancou minha peruca, mas uma plaquinha de bronze linda, com dizeres que acarinharam meu coração.

Suheil, 
mesmo que a palavra "obrigada" signifique tanto, não expressará por inteiro o quanto seu gesto atencioso e dedicado foi importante para nós. Alunas do Curso de Formação de Professoras 2011, Rio de janeiro

Conheçam (e aplaudam!) estas lindas bailarinas "Selo Suheil" e as novas representantes do Método Acadêmico, suas 06 cidades do Rio de Janeiro e nossa nova queridinha de Brasilia, DF.
São elas:

Shaira Sayaad
Primeira bailarina Selo Suheil do Rio de Janeiro
 Representante do Método Acadêmico no estado do RJ
Professora credenciada do Método Acadêmico no Rio de Janeiro, RJ
Shaira também organizadora dos cursos de Formação de Professoras (2011) e Formação de Bailarinas (2012),
é  assessora de Suheil no RJ,  além de produtora do maior evento de dança do estado, 
o Hórus Festival Nacional de Danças Árabes.    
UFA!! Rs...


Amlid Amar
Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico em Barra de São João, RJ


Diana Arrássad

Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico em Brasilia, DF


Fernanda Costa
Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico em Saquarema, RJ



 Jaciene Machado
Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico em Cachoeiras de Macacu, RJ


Laineh Alves 

Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico no Rio de Janeiro, RJ


Naia Nurayni

Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico (finalizando processo) em Niterói, RJ


Vanessa Cabral

Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento E
Professora credenciada Método Acadêmico (finalizando processo) em Campos dos Goitacazes, RJ


Aisha Zareen

Bailarina aprovada pelo Selo Suheil de Reconhecimento 
 Mirian é a nossa bailarina "café com leite" que  foi estudar tudo o que você possa imaginar (ballet, leitura musical, percussão, interpretação, aperfeiçoamentos,...) com diversos professores e acabou sendo a surpresa do curso!


e claro, não poderiam ficar de fora, minhas outras 2 alunas café com leite, que embora não participaram da festa, são lindíssimas, pertencem a este unido grupo de estudo e dedicaram-se muito a este curso.

Maria Helena
Concluiu o curso de professoras e agora cursa o curso de Formação de Bailarinas

Nawar
 Superou as espectativas da professora, foi guerreira, ferveu o cérebro mas esteve lá, na luta!


Confiram alguns momentos desta linda celebração:


E ainda em tempo, agradeço a todas estas fantásticas mulheres por acreditarem em meu trabalho, me darem as mãos e seguirem comigo neste lindo, porém árduo caminho, que é o estudo sério da Arte da Dança do Ventre. 

Estamos "Unidas pela Dança", com muito amor e para sempre!! 

De coração, OBRIGADA!!!
Tia Suh

;)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feliz nosso dia!!!

Feliz Dia Internacional da Mulher



é o que deseja de todo o coração,

a BAILARINA que habita esta MULHER


com amor, 
SUHEIL

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Shaabi, eleito o novo tema (polêmica) por aqui!



Na correria deste início de ano, pedi que escrevessem o que vocês gostariam de ler por aqui. A maioria que me escreveu pediu sobre Shaabi, tema que vem gerando confusões danadas!  É... parece mesmo que este espaço vai de novo gerar polêmica. E lá vou eu puxar a corda! Rs... Vou tentar buscar um outro ângulo que não aquele que muita gente já escreveu por aí na net, senão serei redundante, certo? 


Então vamos lá. Afinal, é abrindo espaço para discussão que todas crescemos.


Como tudo que envolve uma cultura que não é a minha, vou procurar citar algumas fontes de estudo, pois esta polêmica na verdade também me perseguia até ano passado, eterna aprendiz que sou, quando exausta do "diz que me diz", resolvi aprofundar meus estudos no setor.


Minha pseudo-segurança veio somente com as palavras mega confiáveis do mestre egípcio Gamal Seif, umas das melhores aulas de dança que fiz em minha vida (de Om Koulsoum a Mouwachahat), por indicação de Lulu Sabongi, a quem só agradeço por ter me feito gastar tão bem o meu dindin.


Mas vamos do começo:


Origem literal da palavra Shaabi (Sha'bi) em árabe egípcio: Das pessoas comuns.


O mestre egípcio El Hosseny  em seu workshop explicou que a dança Shaabi é o estilo de dança cotidiana dos centros urbanos.  Shaabi é a dança folclórica das grandes cidades. Rindo, ele complementa: "aquela música que os motoristas de microônibus gostam de ouvir muito alto". 
Até aqui, eu também achava que Shaabi era então apenas uma manifestação mais contemporânea do baladi, com músicas mais modernas, divertidas, que pediam uma interpretação mais teatral, condizente principalmente com a letra da música. Esse vídeo foi fonte dos meus primeiros estudos:



Daí pra frente foi um longo percurso... Me deparei com conceitos que eu colocaria quase como descritivos. Exs.:
- "Sahaabi não tem refinamento"
- "As músicas falam desde amor até problemas políticos"
- "A mistura de instrumentos antigos e modernos caracterizam a música Shaabi"
- "Shaabi é o nosso "brega" do Egito"
- "Shaabi é um rótulo para o baladi da periferia"
e assim segue a carruagem...


Tem uma música que eu AMO e me divirto tanto que virou o toque do meu celular, mas que ao tocar, basta o jegue gritando no começo, para que EU PARTICULARMENTE não a dance em público (mas na sala de casa, confesso, me acabo!). Dêem uma olhada:


Foi então que mestre Gamal Seif veio ao Brasil e entre outros cursos, deu uma palestra sobre o tema no Rio de Janeiro. Detalhe: palestra esta para a qual foram convidadas APENAS profiissionais e professoras da área.
Palestra? Por que não workshop? Porque segundo ele mesmo, "Shaabi não é algo que bailarinas devam levar para o palco."
Foi questionado então, se Shaabi seria o "funk da dança do ventre"? E a resposta foi SIM. 
Isso já gerou uma confusão danada!
Vamos abrir um parêntese aqui, lembrando que nem todo funk é cheio de palavrões, baixarias e afins. A origem (e status aqui) do funk é a música da periferia, a manifestação popular, sem riqueza musical ou refinamento mesmo. A música do baile popular.



Depois disso, outro de meus mestres, de outro continente, o argentino Amir Thaleb, que adooooooora um Shabii (ele termina as aulas profissionais na escola dele em Buenos Aires sempre dançando junto com a gente), veio ao Brasil e fez outra associação, com o brega mesmo, tipo Reginaldo Rossi.


Outro professor egípcio, com quem estudei em 2010, Mohamed Shahin, aplica coreografia no estilo, mas me lembro na época que TODAS comentamos e saímos muito confusas de suas aulas, devido a enorme semelhança com o baladi. E ele não explicou...


Eu particularmente me encantei com a alegria e a diversão que dançar Shaabi pode trazer para um grupo em fim de aula, para uma festa fechada de alunas, uma confraternização, qualquer coisa que tenha como princípio, a diversão. Mas concordo com Gamal; EU, particularmente, não estou preparada pra subir no palco e dançar assim em público. Numa festa pode ser, quem me conhece sabe do meu lado "palhaça", ainda mais se estiver rolando um bom vinho pra soltar as amarras... Rs... Quem atira a primeira pedra?
Separei alguns videos  e espero que VOCÊS me digam então. E ai? A dança Shaabi (não o conceito (!) pois esse sim deve ser estudado!) é tema de estudo em workshop? Vamos levar Shaabi pro palco? O que vocês têm pra contribuir aqui?


Será que é por isso que Gamal disse "Shaabi não é algo que bailarinas devam levar para o palco"?


Será esta uma forma mais condizente de representar o Shaabi no palco?

Bom,  eu vejo por aí muuuuuitas bailarinas dançando baladi e dizendo ser Shaabi. Até a música distorcida. E me lembro também quando no Brasil começamos a estudar Hagalla, onde pessoalmente presenciei a ministrante e seus  bailarinos com roupas de Dabke se apresentando em workshops, que acabaram por difundir toda uma cultura de forma errada e que levou ANOS para ser corrigida.


O único texto que realmente achei sério nos blogs da vida, é este aqui, da Roberta Salgueiro, que já foi inclusive citado em outros blogs.

Uma bailarina que tenho MUITO respeito por suas pesquisas constantes direto na Terrinha, é a linda Jade, que AO MEU VER, demonstra aqui uma forma de dançar Shaabi mais legítima, mais autêntica e condizente com a proposta, SEM uso de Galabeya, apenas curtindo o ESTILO e dando vazão a sua interpretação pessoal, como bailarina que é, dentro de seu traje de dança. Lembrando que ela fala árabe fluente, reparem e naturalidade com que ela canta a música além de interpreta-la. Desculpe, mas isso de forma fake seria no mínimo ridículo! Não tente fazer em público se você não fala árabe...


Estou longe, muito longe se ser especialista no assunto, mas meu bom senso ainda não me permite discordar dos meus Mestres, principalmente dos egípcios. Não, eu não falo árabe.


E ai bailarinada? Vamos discutir? (com ética e boa educação, please!)

Bjks de Luz,
Suheil


*lembrando que este mesmo mestre Gamal Seif, defende que não usemos o nome "dança do ventre" que diminui, quase "denigre" a nossa dança. Foi ele também que mandou TODAS as bailarinas estudarem ballet para complementar seus estudos, dar postura e elegância entre outros benefícios (post aqui). Sim, e ele é O mestre egípcio.


;)


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